Cinquenta professores da Educação Básica de 12 estados brasileiros serão premiados pelo Instituto Coral Vivo por desenvolver projetos pedagógicos voltados à cultura oceânica e à conservação ambiental. Os educadores se reunirão nos dias 6 e 7 de novembro, no Rio de Janeiro, para apresentar suas experiências e compartilhar práticas que aproximam crianças e jovens do oceano. A iniciativa integra o Programa Literatura Atlântica, que utiliza livros infantis para levar o tema às escolas.
Selecionados na primeira edição do edital de boas práticas em cultura oceânica, lançado em junho de 2026, os professores atuam na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, em instituições públicas e privadas. As experiências foram desenvolvidas entre 2025 e 2026, em cinco regiões do país. Do total de vagas, 25% foram reservadas a ações afirmativas para pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência.
Entre os projetos selecionados estão atividades que combinam literatura, ciência e manifestações culturais. Em Pontal do Paraná (PR), estudantes realizaram uma expedição de ciência cidadã na praia, com coleta de resíduos e análise de microplásticos ao microscópio. Em Santa Cruz Cabrália (BA), alunos criaram apresentações artísticas sobre os manguezais e os conhecimentos de marisqueiras e pescadores. Já em Itanhaém (SP), crianças de dois e três anos participaram de atividades lúdicas sobre rios, mangues, praias e poluição a partir de livros infantis.
A programação será realizada na Fundação Casa de Rui Barbosa, na sexta-feira (6), e na Universidade Santa Úrsula, no sábado (7). Além das apresentações dos projetos e da entrega dos prêmios e certificados, o encontro terá o lançamento do filme Cora e os Corais: Perigo no Manguezal e uma plenária para discutir os próximos passos da rede de educadores. As práticas selecionadas também integrarão o Portfólio de Boas Práticas do Programa Literatura Atlântica, publicação destinada a divulgar as experiências para outras escolas.
Segundo Flavia Guebert, diretora do Coral Vivo, o encontro busca reconhecer o papel dos professores na aproximação dos estudantes com o oceano, inclusive em localidades distantes do litoral. A iniciativa está alinhada à Década da Ciência Oceânica da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14, voltado à conservação e ao uso sustentável dos oceanos. O Projeto Coral Vivo conta com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
“Cada experiência apresentada mostra que a cultura oceânica pode atravessar diferentes disciplinas, realidades e faixas etárias, conectando o aprendizado à vida dos estudantes. O Encontro valoriza os professores como protagonistas da transformação e promove a troca de experiências que podem inspirar outras escolas e educadores em todo o Brasil. “, diz Flavia Guebert.
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