Salada Verde

Raro demais para usar: campanha mira em turistas para acabar com o comércio de tartarugas

Apelo é para que visitantes evitem comprar produtos utilizados com o casco das tartarugas em suas viagens pela América Latina e Caribe

Sabrina Rodrigues ·
10 de janeiro de 2017 · 10 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Eretmochelys imbricata. Foto: Christopher Doemel/Flickr
Eretmochelys imbricata. Foto: Christopher Doemel/Flickr

A tartaruga-de-pente pode ser encontrada nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, preferencialmente nos arredores de recifes de corais e em locais de águas rasas. Pesam até 150 quilos e sua bela carapaça pode medir cerca de 110 centímetros. Além de bela, sua carapaça é muito valiosa no mercado, usada para fabricação de aros de óculos, bijuterias e, ironicamente, pentes. Essa caça predatória já levou a tartaruga de pente a uma situação de quase extinção e é graças a vários programas e projetos de educação ambiental e preservação, como o famoso Projeto Tamar, que lentamente o número de indivíduos da espécie aumenta.

A beleza única da tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) a está levando a passos largos para a extinção. Dona de uma carapaça colorida em tons de dourado, âmbar e marrom, a demanda pela casca utilizada na fabricação de joias, ares de óculos e até de pentes colocou o animal na categoria criticamente em Perigo (Critically Endangered) da IUCN. Visando proteger o pouco que sobrou da população da Eretmochelys imbricata, ambientalistas, operadores de turismo e alguns setores da mídia lançaram a campanha Too rare to wear (Raro demais para usar). A campanha tem como foco conscientizar o turista sobre os males da comercialização de produtos que utilizam a casca da tartaruga e assim diminuir a demanda. Nos próximos meses serão desenvolvidos guias para que se reconheçam itens de tartaruga. Por enquanto, a campanha visa atingir os turistas, mas espera-se que alcance também os vendedores. O que se pede é que os turistas não só não comprem os itens, mas também digam aos vendedores o porquê de não estarem comprando, incentivando assim o fim desse comércio. Muitos comerciantes não sabem que estão vendendo produtos derivados de animais em perigo. O comércio ilegal das tartarugas-de-pente e seus produtos foram proibidos pela Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) em 1992, mas mesmo assim, produtos que utilizam a rara tartaruga continuam sendo comercializados.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Fonte: Mongabay.

  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
17 de julho de 2026

Justiça determina demolição de construções irregulares feitas por condomínio em Rebio

Sentença estabelece ainda recuperação da área degradada por estruturas construídas ilegalmente por condomínio dentro da Reserva Biológica de Guaratiba, no Rio de Janeiro

Salada Verde
17 de julho de 2026

Em meio à crise climática, Porto Alegre recebe sua primeira Semana de Ação Climática

Entre 20 e 26 de julho, a capital gaúcha vai discutir resiliência climática, enquanto vivencia os impactos das enchentes de 2024 e se prepara para enfrentar um ‘super El Niño’

Externo
17 de julho de 2026

Profetas do tempo: água, sementes e futuro no sertão da abundância

Saberes ancestrais e inovações sociais constroem um futuro sustentável no interior do Piauí. Segundo episódio: A revolução agroecológica

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.