Salada Verde

Reabilitados, três lobos marinhos são devolvidos ao mar no Rio Grande do Sul 

Equipes do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM/FURG) e do Projeto Pinípedes do Sul realizaram a soltura das fêmeas no Balneário Cassino

Daniele Bragança ·
24 de setembro de 2019 · 7 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
De volta pra casa. Foto: Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (NEMA).

Três lobos marinhos (Arctocephalus australis) foram encontrados no começo de setembro magros, fracos, debilitados e sem lesões externas nas praias monitoradas pelo Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (NEMA) através do projeto Pinípedes do Sul. Encaminhadas para o Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM/FURG), os animais foram reabilitados e soltos na tarde desta terça-feira (24) no Balneário Cassino, no Rio Grande do Sul.

O lobo-marinho-de-sul é a segunda espécie de pinípede mais abundante no litoral gaúcho – grupo de mamíferos marinhos que inclui as focas, leões e lobos-marinhos –, podendo ser avistada frequentemente nas praias da região sul. Sua distribuição geográfica no continente sul-americano vai desde o Rio de Janeiro, no Oceano Atlântico, até a Península de Paracas (Peru), no Oceano Pacífico, contando também com registros nas Ilhas Malvinas. A população mundial da espécie é estimada entre 350 mil e 400 mil animais.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Soltura. Foto: Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (NEMA).

As espécies devolvidas hoje ao habitat natural são fêmeas e foram encontradas no Balneário Cassino e na Praia do Mar Grosso, em São José do Norte, no começo de setembro.

“É importante informar para população que nesta época do ano (inverno/primavera) é comum que estes lobos e leões marinhos (pinípedes) venham a utilizar o litoral do Rio Grande do Sul como ponto de descanso após suas jornadas naturais. Sempre que um indivíduo é registrado na área de abrangência do Projeto, a equipe técnica se desloca até o local para realizar um primeiro diagnóstico e observar se este animal está apenas utilizando a praia como ponto de descanso ou se o mesmo encontra-se debilitado. Caso haja necessidade, estes indivíduos são encaminhados para o CRAM/FURG para tratamento adequado realizado pelos veterinários da instituição”, explica Leonardo Martí, coordenador científico do Projeto.

Veja as fotos da soltura:

O Pinípedes do Sul, que tem o patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Foto: Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (NEMA).
Três mocinhas elegantes. Foto: Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (NEMA).
  • Daniele Bragança

    Repórter e editora do site ((o))eco, especializada na cobertura de legislação e política ambiental.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Colunas
27 de abril de 2026

Entre o fim de um mundo e a urgência de outro: a batalha pela nossa imaginação

Somos tão bombardeados por distrações que é mais fácil vislumbrar o fim do Planeta do que do uso dos combustíveis fósseis

Notícias
27 de abril de 2026

Assassinatos dobram e Amazônia concentra violência no campo, aponta relatório da CPT

Violências por terra representam a maioria dos registros de ocorrências no último ano; País teve 1.593 conflitos por terra, água e trabalho no ano passado

Reportagens
27 de abril de 2026

Merenda escolar amazônica garante renda em município mais desmatado do Brasil

Experiência em Altamira (PA) mostra como a alimentação escolar pode integrar segurança alimentar, adaptação climática e desenvolvimento regional na Amazônia

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.