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Subsídio a empresas que destroem biodiversidade é 32 vezes maior que para aquelas que a protegem

Relatório do IPBES mostra fluxo global de financiamento público e privado com impacto negativo direto sobre natureza foram da ordem de US$ 7,3 trilhões em 2023

Cristiane Prizibisczki ·
12 de fevereiro de 2026
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Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

Relatório divulgado esta semana pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) mostra a profunda dependência e impacto das empresas na diversidade de espécies da Terra e a necessidade urgente de mudar o status quo para deter e reverter a perda desta riqueza natural. 

De acordo com o relatório, em 2023, os fluxos globais de financiamento público e privado com impactos negativos diretos sobre a natureza foram estimados em US$ 7,3 trilhões, sendo US$ 4,9 trilhões da iniciativa privada e US$ 2,4 trilhões referentes a gastos públicos em subsídios prejudiciais ao meio ambiente.

Em contrapartida, apenas US$ 220 bilhões em fluxos de financiamento público e privado foram direcionados em 2023 para atividades que contribuem para a conservação e restauração. A cifra é 32 vezes menor do que os subsídios feitos a atividades destrutivas à biodiversidade.

 O documento em questão é intitulado Relatório de Avaliação Metodológica do IPBES sobre o Impacto e a Dependência das Empresas na Biodiversidade e nas Contribuições da Natureza para as Pessoas – ou Relatório Empresas e Biodiversidade.

Ele foi aprovado na última segunda-feira (9)  por representantes dos mais de 150 governos membros do IPBES, durante a 12ª Sessão plenária do órgão. O IPBES é o órgão científico da ONU para a biodiversidade.

Sua conclusão principal é que as empresas são fundamentais para deter e reverter a perda de biodiversidade, mas que muitas vezes carecem de informações para abordar seus impactos e dependências, bem como os riscos e oportunidades relacionados à biodiversidade e às contribuições da natureza para as pessoas.

As condições atuais perpetuam o status quo e não apoiam a mudança transformadora necessária para deter e reverter a perda de biodiversidade, revela o documento. 

“O Relatório mostra que a manutenção do status quo não é inevitável – com as políticas certas, bem como mudanças financeiras e culturais, o que é bom para a natureza também é o melhor para a lucratividade. Para chegar lá, o Relatório oferece ferramentas para a escolha de métricas e análises mais eficazes. A perda de biodiversidade está entre as ameaças mais sérias para os negócios”, diz o Prof. Stephen Polasky (EUA), copresidente da Avaliação.O resumo para formuladores de políticas pode ser conferido aqui.

  • Cristiane Prizibisczki

    Jornalista com quase 20 anos de experiência na cobertura de temas como conservação, biodiversidade, política ambiental e mudanças climáticas. Já escreveu para UOL, Editora Abril, Editora Globo e Ecosystem Marketplace e desde 2006 colabora com ((o))eco. Adora ser a voz dos bichos e das plantas.

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