Em cima do outro

A Assembléia Legislativa de Mato Grosso aprovou a criação de uma Floresta Estadual na mata que ainda está relativamente à salvo do agronegócio e dos madeireiros no Norte do estado. O projeto, que passou a toque de caixa, não foi iniciativa do governador Blairo Maggi. A idéia partiu dos próprio deputados, que amanhã patrocinam em Apiacás, município que cederia terras para a nova Unidade de Conservação, uma audiência pública para debatê-la. As fronteiras da Floresta Estadual proposta pelo Legistativo foram desenhadas sobre terras que o governo federal planeja demarcar para criar o Parque Nacional do Juruena – colosso de 1,5 milhão de hectares que cobrirá do triângulo que marca o extremo Norte do Mato Grosso até uma parte do Amazonas. A audiência pública para discutir o Parque Nacional está marcada para o dia 21 também em Apiacás. Considerando-se a atitude da Assembléia estadual, é inevitável que ela transcorra em clima hostil.

Por felipe Felipe Lobo
10 de março de 2006

Escassez de Governança

Os graves problemas ambientais do país revelam nosso despreparo para enfrentar situações extremas. A crença no verde eterno atrapalha o combate à destruição.

Por Sérgio Abranches
14 de outubro de 2005

Ao deus-dará

Brasil não está preparado para enfrentar grandes incêndios florestais. A ajuda pelo ar podia poupar bombeiros e mata. Mas avião para combater fogo, só tem um.

Por Andreia Fanzeres
30 de setembro de 2005

Faltou diálogo

Para responder às críticas sobre o desmatamento, Governo cria às pressas Reserva Biológica na beira de BR-163, atropelando processo de consultas populares.

Por Sérgio Guimarães
25 de maio de 2005

Aula de Amazônia

A longo prazo, a ocupação sustentável, pedra de toque da política ambiental de Lula, torna a floresta insustentável. As reservas extrativistas sufocam o mato.

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2004

Recordes em Mato Grosso

A expansão da agricultura no estado deixa um rastro de destruição. Os números da produção de grãos e algodão dependem de queimadas, desmatamento e trabalho escravo.

Por André Luís Alves
11 de outubro de 2004