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Incêndio da Estação Antártica Comandante Ferraz

Os 3 filmes a seguir, feitos na estação Comandante Ferraz, na Antártica, mostram a agonia do incêndio que consumiu a base brasileira.

Redação ((o))eco ·
2 de março de 2012 · 10 anos atrás
O fogo crepita e destrói a estação Comandante Ferraz, na Antártica, na madrugada de 25 de fevereiro. Foto: imagem destacada do vídeo
O fogo crepita e destrói a estação Comandante Ferraz, na Antártica, na madrugada de 25 de fevereiro. Foto: imagem destacada do vídeo

As imagens são assustadoras. O clarão do fogo ilumina a noite enquanto várias pessoas correm com mangueiras e equipamentos para combater o incêndio. Era o início do incêndio da Estação Antártica Comandante Ferraz.

Já pela manhã uma grossa fumaça negra sobe dos módulos da estação. Um bote pilotado por pesquisadores poloneses se aproxima, os primeiros a prestar socorro após avistarem o fogo de sua estação do outro lado da enseada. Enquanto isso, mangueiras são desconectadas e levadas para outro ponto do complexo.

Um helicóptero se aproxima e pousa perto de onde estão reunidos os pesquisadores brasileiros. Alguns embarcam na aeronave, que os levaria para a base chilena na região.

Os vídeos foram feitos por Juliano de Carvalho Cury, professor da Universidade Federal de São João Del Rei, especialista em microbiologia agrícola e que havia chegado à base no início de fevereiro. É dele o relato a seguir, publicado originalmente no site da UFSJ:

“ Eu estava na cozinha da estação, conversando com outros pesquisadores que também estavam por lá. É normal, depois de um dia de trabalhos, os pesquisadores e militares se reunirem na sala principal, que fica ao lado da cozinha, para conversar, ver tv e preparar algo para comer. Estava na cozinha quando a luz se apagou. Em seguida, entrou a energia da bateria e a luz voltou. Como o alarme de incêndio não soou, achamos que havia sido apenas uma queda normal de energia. Mas, dali a um minuto, o César, pesquisador do Rio Grande do Sul, entrou dizendo que havia fogo na estação. O chefe da estação ouviu e disparou o procedimento de combate de incêndio. Conforme o previsto nestes casos, todos os militares foram combater o incêndio, cada um em seu posto, e todos os pesquisadores se concentraram na sala principal. Fizemos uma chamada, e alguns pesquisadores estavam ausentes. Corremos para os camarotes e acordamos os que faltavam. Refizemos a chamada e constatamos que todos estavam lá. Aos poucos fomos saindo para a área externa da estação para acompanhar o combate ao incêndio. Como ele não estava sendo controlado, aos poucos fomos nos direcionando a um módulo que fica a uns 200 metros do prédio principal e ficamos lá aguardando. Quando amanheceu, achamos que o incêndio havia sido controlado, pois não havia mais chamas. Porém as chamas voltaram em seguida, mais fortes, e agora atingindo a área de convivência da estação (cozinha, sala e camarotes). Em seguida chegaram os helicópteros chilenos”
 

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