Notícias

Pseudo-punição

As multas aplicadas pelo Ibama por desmatamentos bateram todos os recordes em 2007. A soma delas deu nada menos que R$ 2,57 bilhões, 7% a mais que em 2006. Os infratores, porém, nem se coçaram com o prejuízo. Os responsáveis pela destruição das florestas apoiaram-se na burocracia do judiciário e não meteram a mão no bolso. Segundo reportagem do diário carioca O Globo, os criminosos ambientais levam até quatro anos para ter o processo julgado em Brasília. Com a brecha, eles continuam devastando as árvores à vontade, sem ter de pagar pela agressão. Para tentar reverter o quadro, o governo pretende editar um decreto nos próximos meses para diminuir a possibilidade de recursos às autuações. Com a aprovação da nova proposta, as máquinas apreendidas em atividades ilegais também seriam imediatamente destruídas ou doadas, evitando que sejam devolvidas aos infratores por liminares judiciais, como ocorre atualmente.

Redação ((o))eco ·
2 de janeiro de 2008 · 19 anos atrás

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Colunas
24 de agosto de 2026

Eleições na emergência climática: a escolha de quem não ignora riscos

O voto é uma decisão sobre capacidade de governo. É essencial incorporar uma nova pergunta ao exercício da cidadania: aqueles que pretendem ser eleitos compreendem o tempo histórico em que vivemos?

Externo
24 de agosto de 2026

Vírus letal reduz em 83% população de pererecas em reserva da Mata Atlântica

Estudo apoiado pela FAPESP relata o primeiro caso de morte em massa de anfíbios causada por ranavirose na América do Sul. Patógeno também afeta répteis e peixes

Garimpo fiscalizado em área dentro do Parque Nacional Juruena. Foto: ICMBio / Divulgação
Reportagens
24 de agosto de 2026

Garimpo dispara no Parque Nacional do Juruena e levanta alerta sobre avanço de facções

O desmatamento relacionado à mineração ilegal aumentou 660% no parque em apenas oito meses e relatos apontam possível envolvimento de facções criminosas

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.