A legislação ambiental brasileira é realmente um entrave ao agronegócio. Tanto que as estimativas oficiais para a renda agrícola deste ano são de R$ 155,2 bilhões para as vinte principais lavouras, ou a segunda maior desde o início dos levantamentos, em 1997. Números de fazer inveja a qualquer país desse mundão, mesmo 3,8% menor que a obtida em 2008, de R$ 161,39 bilhões. Entre as rendas regionais levantadas pelo Ministério da Agricultura, a Região Norte cresceu 8,1%, como foco nos estados do Acre, Amazonas e Tocantins.
Em maio, a balança comercial do agronegócio registrou o maior superávit desde janeiro deste ano: US$ 5,375 bilhões, o equivalente a R$ 11,073 bilhões. O saldo acumulado nos últimos 12 meses é de US$ 57,169 bilhões – 7,4% superior ao valor exportado no período de junho de 2007 a maio de 2008. Resultado das exportações que totalizaram US$ 68,675 bilhões, menos as importações que somaram US$ 11,506 bilhões. As exportações do complexo sucroalcooleiro saltaram de US$ 593 milhões para US$ 769 milhões. A alta é atribuída às exportações de açúcar, que cresceram 61,2% em maio na comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo a cifra de US$ 661 milhões. Os principais compradores de itens do agronegócio nacional foram Índia, Bélgica, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã e Bangladesh.
E no dia 22, o governo dá novo afago ao setor, anunciando o Plano Agrícola e Pecuário 2009/2010. Dos R$ 93 bilhões previstos para o programa, R$ 12,3 bilhões servirão como capital de giro para agroindústrias, diz o Ministério da Agricultura. Haverá algum critério ambiental para a concessão de tamanha quantia de dinheiro?
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