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Do Brasil para o mundo

Neste final de semana parte do litoral sul paulista o 4º Cruzeiro Teste organizado pelo Projeto Albatroz e pela não-governamental Bird Life International para avaliar o desempenho do toriline brasileiro, uma ferramenta usada em pescarias de alto mar para afugentar aves marinhas, principalmente albatrozes, e, assim, evitar que morram presas aos anzóis. A expedição dura cerca de 30 dias. Atualmente, o toriline regulamentado por organizações internacionais de conservação de espécies de peixes marinhos é o modelo americano, diferente do brasileiro em vários aspectos.  No entanto, a pesquisa do Projeto Albatroz tem mostrado a ferramenta desenvolvida no país é mais eficiente. Resultados preliminares indicam que o toriline brasileiro atinge uma extensão aérea maior do que o americano, o que significa que em uma maior área a visibilidade do anzol pela ave é dificultada, impedindo, assim, que elas mergulhem para pegar o pescado e fiquem presas nos anzóis. Estimativas indicam que cerca de 300 mil aves marinhas morram anualmente em todo mundo presas a anzóis de pesca. Se comprovado que o modelo brasileiro é melhor que o americano, a tecnologia do país poderá ser adotada mundialmente. O recém criado Ministério da Pesca já se mostrou interessado nos trabalhos e, atualmente, o Projeto Albatroz estuda a realização de uma parceria. Leia mais: O massacre de aves marinhas  

Redação ((o))eco ·
27 de agosto de 2009 · 17 anos atrás

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