O Grupo E da Copa do Mundo de 2026 reúne Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador, cada um com sua própria história e ambições. Na Copa das Áreas Protegidas de ((o))eco cada nação joga com suas estratégias de conservação, buscando ampliar a proteção da biodiversidade.
A Alemanha entra em campo como a grande favorita, e não é para menos, a seleção tetracampeã mundial de futebol e venceu a última edição da nossa Copa das Unidades de Conservação. Fora das quatro linhas, a Alemanha é uma das nações industrializadas mais sustentáveis do planeta, com um histórico impressionante em financiamento de ações ambientais globais, inclusive no Brasil.
Além de uma seleção bem sucedida na história do futebol global e sua gestão política de sustentabilidade, a Alemanhã é, sem dúvida, uma grande concorrente na Copa de Unidades de Conservação de ((o))eco. São 23.611 áreas protegidas, responsáveis por 39, 2% de cobertura terrestre e 45, 33% de cobertura marinha.

Curaçao
Curaçao estreia a sua primeira Copa do Mundo da Fifa e será o menor país a disputar o torneio. Cercado pelo mar do Caribe, o país insular é conhecido por suas águas cristalinas, mas seus recifes estão em situação de risco. As atividades turísticas aumentam a demanda por água, saneamento e ocupação da costa, colocando em risco a própria fonte de recursos financeiros da população. Além dos desafios locais, Curaçao sofre com o aquecimento dos oceanos, que vulnerabiliza os recifes e torna a ilha mais vulnerável a eventos extremos, e o avanço do nível do mar, que pode subir mais de 86cm até 2100.
Assim como no campeonato mundial de futebol, Curaçao possui poucas chances de vencer a copa das unidades de conservação. São 13 áreas protegidas responsáveis por 16,5% de proteção terrestre e 0,04% de proteção marinha. Mas esse cenário pode mudar até o próximo torneio: o governo federal da ilha estruturou a “Curaçao Climate Change Plataform”, com o objetivo de enfrentar as mudanças climáticas, com plano de gestão de recursos hídricos e proteção da zona costeira.

Costa do Marfim:
Os da Costa do Marfim chegaram estilosos nos aeroportos estadunidenses, com o principal símbolo do país estampado no seu uniforme: os elefantes; essa referência, no entanto, é originada pelo comércio histórico de Marfim durante a colonização francesa no país. Apelidada de “Os Elefantes”, a seleção da Costa do Marfim não poderá contar com parte da sua torcida costa-marfinense, que não conseguiram ter seus vistos aprovados para entrar nos Estados Unidos.
Na gestão ambiental, o país precisa se movimentar em campo. O país criou apenas três novas áreas protegidas nos últimos 12 anos, saltando de 254, em 2014, para 257 atualmente. A proteção territorial é de 22,86% e a marinha, de apenas 0,16% de proteção.

Equador
O Equador já foi considerado um dos países mais seguros da América Latina, mas esse cenário mudou nos últimos anos. O avanço do crime organizado e a violência ligada ao tráfico afetaram diretamente o futebol local, com jogadores ameaçados e clubes pressionados. Essa fragilidade coloca em dúvida o desempenho da seleção na Copa da FIFA, que precisa se concentrar em campo enquanto o país vive uma crise de segurança sem precedentes.
Na gestão ambiental, o Equador tem números expressivos: 103 áreas protegidas cobrem 23,79% do território terrestre e 19,29% da área marinha. O país é responsável por parte da Floresta Amazônica e pelas lendárias Ilhas Galápagos, patrimônios mundiais que exigem atenção constante. No entanto, 16% do território nacional é concedido a petroleiras públicas e privadas, o que coloca em risco os mesmos ecossistemas que o país se comprometeu a proteger.

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