O Grupo B da Copa do Mundo de 2026 reúne Canadá, Suíça, Bósnia Herzegovina e Catar. Nos gramados, canadenses e suíços aparecem como principais candidatos às vagas na fase eliminatória, embora tenham dado empate nos dois primeiros jogos inaugurais. Na Copa das Áreas Protegidas, porém, a disputa é ainda mais interessante: os quatro países apresentam estratégias bastante diferentes de conservação da biodiversidade.
O Canadá chega embalado pela condição de país-sede e por uma geração considerada a mais talentosa de sua história recente. Liderada pelo lateral Alphonso Davies e pelo atacante Jonathan David, a seleção busca consolidar a ascensão iniciada na última década. A expectativa é avançar ao mata-mata e aproveitar o apoio da torcida para fazer sua melhor campanha em Copas.

Na conservação ambiental, os canadenses também entram fortes. O país abriga alguns dos maiores blocos contínuos de florestas boreais do planeta e concentra extensas áreas protegidas distribuídas entre parques nacionais, reservas indígenas e unidades provinciais, tendo 15.846 áreas protegidas no país, que protegem 12,96% da área territorial e 11.45% da área marinha canadense. O Parque Nacional Wood Buffalo, maior do país, e Banff, símbolo da conservação canadense, estão entre seus principais cartões-postais ambientais. O Canadá é ainda um dos países que mais contribuem para áreas conservadas reconhecidas internacionalmente.
A principal adversária dos canadenses é a Suíça. No futebol, a seleção europeia mantém a reputação de equipe organizada e competitiva, capaz de desafiar potências tradicionais. Com atletas experientes atuando nas principais ligas do continente, os suíços chegam como fortes candidatos à liderança da chave.

Quando o assunto é conservação, a Suíça também impressiona. Embora possua território reduzido, o país investiu fortemente na proteção de ecossistemas alpinos e corredores ecológicos, com 10.527, que protege 12.5% [O país não possui área marinha]. A gestão ambiental suíça é frequentemente citada como referência na Europa, resultado de décadas de planejamento territorial e recuperação de habitats naturais.
Correndo por fora aparece a Bósnia e Herzegovina. A seleção tenta repetir a histórica classificação alcançada em 2014, mas chega ao Mundial em um momento de reconstrução. Na Copa das Áreas Protegidas, os bósnios apresentam desempenho intermediário: o país possui 99 áreas protegidas que cobrem cerca de 9,5% do território nacional, índice superior ao de diversos países dos Bálcãs, mas ainda distante dos líderes europeus. Entre seus destaques estão os parques nacionais Sutjeska e Kozara, importantes refúgios de biodiversidade da região.

O Catar protagoniza a principal surpresa da chave. Se no futebol a seleção ainda tenta consolidar seu espaço entre as forças emergentes do cenário internacional, na Copa das Áreas Protegidas ela assume a liderança do grupo. Mesmo contando com apenas 14 unidades de conservação, o país protege 15,57% do território terrestre, superando adversários muito maiores territorialmente. A estratégia catari concentra a proteção em poucas áreas, mas de grande relevância ecológica, como a Reserva da Biosfera de Al Reem, reconhecida pela UNESCO, e os manguezais de Al Thakira, fundamentais para a biodiversidade do Golfo Pérsico.

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