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Atobá preso a pote plástico é resgatado no litoral norte de São Paulo

O animal foi encontrado preso a um pote plástico de sorvete na Praia do Engenho, em Ubatuba, nesta quarta-feira. Ave recebeu cuidados e segue em observação

Duda Menegassi ·
9 de julho de 2026
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Um atobá-marrom, ave marinha comum no litoral do país, foi resgatado na manhã desta quarta-feira (8) na Praia do Engenho, em Ubatuba, após ser encontrado preso a um pote de plástico de sorvete. O animal foi localizado por moradores, que acionaram a equipe do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha, responsável pela execução do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos no litoral norte paulista. A ave estava com a movimentação e saúde comprometidas pelo pote, atravessado e preso no seu pescoço.

A ave foi encaminhada ao Centro de Reabilitação e Despetrolização de Ubatuba, onde recebeu cuidados veterinários iniciais e foi feita a remoção do recipiente de plástico. Os especialistas identificaram que trata-se de um macho adulto de atobá-marrom (Sula leucogaster), que está magro, porém ativo e com quadro estável. O local do pescoço onde estava preso o pote apresenta um leve inchaço, sem alterações mais graves aparentes, de acordo com a equipe do Instituto. O animal permanece em observação enquanto os veterinários aguardam os resultados dos exames clínicos que irão orientar o caminho para sua reabilitação.

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Em nota, o Instituto Argonauta chamou atenção para o problema do descarte inadequado de resíduos sólidos, como embalagens plásticas e linhas de pesca, que podem aprisionar animais, provocar ferimentos, dificultar sua alimentação e locomoção e, em muitos casos, levar à morte. O trabalho do instituto é resultado de uma parceria com o Aquário de Ubatuba desde 1998, voltado para  resgate, reabilitação, pesquisa e conservação da fauna marinha no litoral norte paulista.

Equipe de veterinários realizou a retirada do pote, além de exames no animal. Foto: Instituto Argonauta

O Projeto de Monitoramento atua na região litorânea entre Laguna (SC) e Saquarema (RJ), dividido por trechos geridos por organizações locais. 

Ao encontrar animais marinhos debilitados, presos em resíduos ou em outra situação de risco nas praias, o Instituto Argonauta orienta às pessoas que não tentem realizar o resgate por conta própria. É recomendado manter a distância, evitar manipular o animal e acionar imediatamente as equipes do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos por meio dos canais de telefone 0800 642 3341 ou pelo WhatsApp (12) 99785-3615.

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

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