Notícias

Consumo de peixe bateu recorde

O consumo médio de pescados por pessoa alcançou a média de 17kg, segundo o relatório mais recente da Organização da ONU para Agricultura e Alimentação. 

Redação ((o))eco ·
1 de fevereiro de 2011 · 16 anos atrás
Atum é capturado por pesqueiro no mediterrâneo (foto Bruno Torrentino)
Atum é capturado por pesqueiro no mediterrâneo (foto Bruno Torrentino)

O consumo médio de pescados por pessoa alcançou a média de 17kg, segundo o relatório mais recente da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Apesar da aquacultura estar em rumo para superar a pesca de captura com a principal fonte de peixes, com sua produção crescendo quase 7% ao ano, a publicação destacou que o estado das populações de peixes não melhorou.

A produção mundial de peixes e seus derivados subiu de 142 milhões de toneladas em 2008 para 145 milhões no ano seguinte.

A população nunca comeu tanto peixe e cada vez mais pessoas estão empregadas ou dependem do setor pesqueiro/aquicultor. Em geral, a pesca e a aquicultura figuram como a parte mais importante da subsistência de um número estimado em 540 milhões de pessoas, 8% da população mundial. O relatório da FAO analisa os crescentes esforços legais para controles mais rígidos sobre o setor pesqueiro como, por exemplo, através de medidas de comércio e contra a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



A crescente demanda por peixes destaca a necessidade de uma gestão sustentável dos recursos aquáticos. O relatório recomenda uma abordagem ecossistêmica da pesca, que é uma abordagem integrada para o balanceamento de objetivos sociais com o estado da atividade pesqueira e seu ambiente natural e humano.

Veja aqui relatório completo do FAO

O WWF divulgou uma nota após o SOFIA-2010 (State of the World’s Fisheries and Aquaculture) alertando que a crescente procura por pescados tem enormes implicações para a segurança alimentar mundial e do estado dos oceanos, lagos e rios. A entidade recebeu bem a ênfase do relatório SOFIA sobre a necessidade de acabar com a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU) .

O relatório SOFIA recomenda melhor utilização dos avanços tecnológicos para auxiliar na gestão das pescas. O combate à pesca ilegal, por exemplo, pode ser feito com utilização de câmeras de vigilância, algo que já provou ser eficaz em testes e forneceu uma oportunidade para os trabalhadores legais da área comprovarem a atividade praticada nos parâmetros recomendados. O relatório também destaca a necessidade de reforçar a biossegurança em aquacultura, que está fornecendo a maior parte do aumento da oferta de peixes. (Daniele Bragança)

Leia mais
Uma tragédia do tamanho do mar
Plano para proteger tubarões não funciona 

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
25 de agosto de 2026

Restrição dos poderes do MP pode enfraquecer defesa ambiental, alerta Abrampa

Julgamento que será retomado no STF nesta quarta questiona limites do poder de requisição do Ministério Público e pode enfraquecer atuação na defesa do meio ambiente

Colunas
25 de agosto de 2026

A crise climática precisa de mais do que alertas

Mais do que registrar desastres, a comunicação precisa explicar suas causas, acompanhar os processos de reconstrução e cobrar políticas que reduzam vulnerabilidades

Salada Verde
25 de agosto de 2026

WWF-Brasil financia 50 bolsas para curso de Jornalismo Oceânico

Oportunidade é destinada a jornalistas, estudantes de jornalismo e comunicadores da Bahia, Ceará, Espírito Santo e Rio Grande do Norte

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.