Fotografia

Luciano Candisani e a biodiversidade brasileira

Responsável por antológicas imagens dos macacos muriquis, do Atol das Rocas e dos peixes-bois, Luciano Candisani acaba de lançar livro sobre as araras azuis.

Ricardo Gomes ·
16 de fevereiro de 2006 · 21 anos atrás

Um dos maiores nomes da fotografia ambiental no país, Luciano Candisani nasceu em São Paulo em 1970 e já rodou muito em busca de novos cenários e personagens. Esteve na Antártica, Ilhas Falkland, Patagônia, Amazônia, Atol das Rocas e Ilhas Galápagos. Foi um dos poucos fotógrafos do mundo a empreender uma ampla documentação da vida abaixo do gelo da Antártica e da Patagônia.

Seus trabalhos já receberam prêmios no Brasil e exterior, e foram publicados por dezenas de revistas em vários países. Entre elas a National Geographic, GEO , BBC Wildlife, Illustreret Vindeskab, National Geographic Brasil, Veja e Época. Produziu também livros fotográficos próprios, entre eles Peixe-Boi, a história da conservação de um mamífero brasileiro (DBA, 2001), Atol das Rocas, refúgio ecológico do Atlântico (DBA, 2002), Muriqui, uma jornada fotográfica pelas florestas do maior macaco das Américas (DBA, 2004) e o recém-lançado Arara Azul. Foi cinco vezes indicado ao Prêmio Abril de Jornalismo e quatro vezes vencedor, inclusive com o prêmio de melhor reportagem fotográfica (2004) e destaque de fotografia do ano (2004), ambos por matéria publicada na revista National Geographic Brasil. O diretor da revista, Ronaldo Ribeiro, diz que as imagens de Luciano Candisani “equilibram-se entre a documentação biológica precisa, o rigor estético e a capacidade didática”.

As fotografias apresentadas aqui integram os quatro livros fotográficos de Candisani sobre a biodiversidade brasileira. As imagens foram produzidas com equipamento Nikon (camera F100 e F90s e objetivas entre 16 e 500mm). “Mais recentemente comecei a experimentar com o digital e estou gostando dos resultados. Na produção do meu livro Arara Azul levei uma Nikon D70 só para experimentar e acabei fazendo fotos importantes do trabalho com ela”, conta ele.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Colunas
18 de setembro de 2026

Duas cartas e uma conta que não fecha

No primeiro semestre deste ano, foram publicados dois importantes estudos relativos à conservação no Brasil e realizados dois fóruns igualmente importantes

Salada Verde
18 de setembro de 2026

91% dos brasileiros consideram importante que candidatos apresentem propostas climáticas

Pesquisa Ipsos encomendada pelo Observatório do Clima ouviu 1.800 pessoas e mostra que 62% consideram o tema muito importante; Veja Levantamento

Colunas
17 de setembro de 2026

A palavra que derruba a floresta

Na Amazônia, o discurso político pode estimular o desmatamento mesmo quando não há mudanças formais na legislação ou na fiscalização

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.