O dia ainda relutava em mostrar seus primeiros sinais e já estávamos nos preparando para o café, quando duas pessoas quase despercebidamente vieram descendo o barranco rumo à margem do rio: Carlos Plateiro e um de seus ajudantes no sítio que possui em Anaurilândia. Café da manhã adiado, descemos para ir falar com nosso amigo. Aqui vale um parêntese para uma pequena história de cunho mais pessoal:
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A autorização para eclusagem foi negada devido a altura do barco. O que fazer? Desistir? Só se o barco afundar! Muito embora o próprio manual do O’day 23 (modelo do nosso veleiro) diga que são necessárias pelo menos três pessoas para desmontar e montar o mastro, nós baixamos e amarramos o mastro em uma hora e às 17:00 tínhamos conseguido autorização para eclusagem. Os operadores estavam com problemas para abrir a compota e, já escaldados com esse negócio de dolfim, mesmo sem muitas ondas agora, decidimos ir voltando devagar para a enseada que nos salvou caso não conseguissem abrir antes de anoitecer. Felizmente deu tudo certo e finalmente entramos no canal para a eclusagem. Tudo correu bem e o conseguimos passar para o leito original do rio Paraná, agora sim para o Corredor da Onça! Aportamos a cerca de dois quilômetros abaixo da eclusa, em Porto Primavera.