O dia ainda relutava em mostrar seus primeiros sinais e já estávamos nos preparando para o café, quando duas pessoas quase despercebidamente vieram descendo o barranco rumo à margem do rio: Carlos Plateiro e um de seus ajudantes no sítio que possui em Anaurilândia. Café da manhã adiado, descemos para ir falar com nosso amigo. Aqui vale um parêntese para uma pequena história de cunho mais pessoal:
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Conama discute revisão de regra para APPs e proteção de olhos d’água intermitentes
Revisão da Resolução 303/2002 será discutida nesta terça-feira; especialistas defendem que proteção de olhos d’água intermitentes seja mantida de forma expressa na norma →
Mundo precisa investir US$ 1,7 trilhão por ano para aumentar renováveis até 2030
Valor é quase três vezes superior ao investimento de 2025, segundo a Irena; 93 de 120 NDCs dependem total ou parcialmente de apoio internacional →
Deputado que propôs a derrubada do Parque Nacional do Albardão é reeleito no RS
Alceu Moreira, que entrou com um projeto de anulação da unidade de conservação do município de Santa Vitória do Palmar, foi o 5° candidato mais votado do estado para o cargo →

A autorização para eclusagem foi negada devido a altura do barco. O que fazer? Desistir? Só se o barco afundar! Muito embora o próprio manual do O’day 23 (modelo do nosso veleiro) diga que são necessárias pelo menos três pessoas para desmontar e montar o mastro, nós baixamos e amarramos o mastro em uma hora e às 17:00 tínhamos conseguido autorização para eclusagem. Os operadores estavam com problemas para abrir a compota e, já escaldados com esse negócio de dolfim, mesmo sem muitas ondas agora, decidimos ir voltando devagar para a enseada que nos salvou caso não conseguissem abrir antes de anoitecer. Felizmente deu tudo certo e finalmente entramos no canal para a eclusagem. Tudo correu bem e o conseguimos passar para o leito original do rio Paraná, agora sim para o Corredor da Onça! Aportamos a cerca de dois quilômetros abaixo da eclusa, em Porto Primavera.