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Os maiores cientistas australianos lançaram hoje uma publicação chamada “O estado do clima”, em que, apesar da onda de ceticismo que impera desde o fim do ano passado, concluem existirem evidências reais da mudança climática. O estudo, que abrangeu 100 anos de análises no continente menos habitado do planeta, não deixa dúvidas de que no último século o homem provocou alterações significativas no clima.
Segundo o documento, há uma certeza acima de 90% de que os aumentos nas emissões de gases foram a maior causa do aquecimento global desde meados do século XX. A temperatura média da Austrália aumentou 0.7ºC desde 1960, sendo que algumas partes do país esquentaram de 1.5ºC a 2ºC. Se esse ritmo continuar, a temperatura média do continente ficará entre 0.6ºC e 1.5ºC ainda mais elevada até 2030.
Nunca é demais lembrar que países que assinaram o Acordo de Copenhague ano passado demonstraram apenas seu “desejo” de ver a temperatura média global abaixo dos 2ºC. Mas se atrasarem ainda mais a implementar ações com esta finalidade, não haverá tempo para lugares como o continente australiano, como o estudo de hoje revelou.
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