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Dragagem na baía de Sepetiba é suspensa devido a morte de botos-cinza

Secretaria de Meio Ambiente do Rio decidiu que a dragagem da Vale seja interrompida por 15 dias. Já foram quase 200 botos-cinza mortos na região desde novembro

Sabrina Rodrigues ·
24 de janeiro de 2018 · 8 anos atrás
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Desde o final de novembro, um surto do vírus tem causado a morte dos botos-cinza na Baía de Sepetiba e em Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Foto: Instituto Boto Cinza/Wikipédia.

Atendendo a recomendação do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro e em Angra dos Reis, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente decidiu, na terça-feira (23), suspender por 15 dias, a dragagem da Vale S/A, na Baía de Sepetiba, local onde ocorre um surto do vírus morbilivírus, causador do óbito de quase 200 botos-cinza.

Desde o final de novembro, um surto do vírus tem causado a morte dos botos-cinza na Baía de Sepetiba, em Itaguaí, no Rio de Janeiro e em Ilha Grande. Os biólogos afirmam que a mortandade dos animais é consequência da degradação da Baía de Sepetiba, agredida pelo lançamento de rejeitos industriais, metais pesados e esgoto in natura. A morbilivirose, que não é transmitida para o ser humano, atinge o cérebro e os pulmões dos cetáceos, sendo mais fatal em bichos com baixa imunidade.

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Na recomendação, o MPF deu um prazo de 72 horas para que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) revogasse espontaneamente a licença que concedeu em 2017 à Companhia Portuária Baía de Sepetiba (CPBS), até “a completa normalização” da situação.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro.

 

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  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

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