Colunas

Parque Profissional

A parceria público privada pode ser o caminho da salvação para os principais parques brasileiros. No Parque de Iguaçu ela já existe e está dando certo.

4 de fevereiro de 2005 · 21 anos atrás
  • Sérgio Abranches

    Mestre em Sociologia pela UnB e PhD em Ciência Política pela Universidade de Cornell

Imagine um parque nacional que protege um importante patrimônio natural da humanidade, com cenários de extraordinária beleza, infra-estrutura profissional para o turismo e, por causa de bem sucedida parceria público-privada, tenha receita suficiente para atender a todas as suas necessidades e, de fato, funcione. Pois ele existe, em Foz de Iguaçu. Funciona muito bem, na parte comercial. Na área da preservação, conta com o entusiasmo e o empenho do Ibama local, que tem gente de muito bom nível e visivelmente comprometida com a questão ambiental. Mas, apesar de gerar uma receita significativa, a área pública do parque tem que ficar de pires na mão, mendigando cada tostão para cada uma de suas ações, todas essenciais à proteção desse esplêndido e frágil patrimônio da natureza. A parte do mercado vai bem. A parte estatal, vai levando.

História, beleza e valor natural se combinam ali de forma espetacular. Junta-se, agora, a primeira experiência efetiva de parceria público-privada ou terceirização da exploração de unidades de conservação. Tem tudo para dar certo. Mas, no Brasil, a garantia do sucesso é a eterna vigilância.

Leia também

Notícias
4 de março de 2026

70 projetos nocivos ao meio ambiente tramitam atualmente no Congresso

Organizações da sociedade civil mapeiam projetos do chamado “Pacote da Destruição”. Retrocessos ambientais tende a avançar de forma acelerada em 2026

Análises
4 de março de 2026

O alto-mar não é mais terra de ninguém

Acordo global para proteção do oceano entra em vigor; desafio agora é a implementação e ela precisa ser baseada em evidência científica

Notícias
4 de março de 2026

Pantanal registra redução de 65% no desmatamento em 2025, indica INPE

Instituto também divulgou dados consolidados do desmatamento na Amazônia e confirmou menor valor em onze anos; variação entre a taxa estimada e consolidada foi de apenas 1%

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.