Imagine um parque nacional que protege um importante patrimônio natural da humanidade, com cenários de extraordinária beleza, infra-estrutura profissional para o turismo e, por causa de bem sucedida parceria público-privada, tenha receita suficiente para atender a todas as suas necessidades e, de fato, funcione. Pois ele existe, em Foz de Iguaçu. Funciona muito bem, na parte comercial. Na área da preservação, conta com o entusiasmo e o empenho do Ibama local, que tem gente de muito bom nível e visivelmente comprometida com a questão ambiental. Mas, apesar de gerar uma receita significativa, a área pública do parque tem que ficar de pires na mão, mendigando cada tostão para cada uma de suas ações, todas essenciais à proteção desse esplêndido e frágil patrimônio da natureza. A parte do mercado vai bem. A parte estatal, vai levando.
Leia também
Estudo alerta para riscos sanitários da BR-319 e da mineração de potássio no Amazonas
Pesquisadores apontam que obras de infraestrutura e mineração podem mobilizar microrganismos com potencial patogênico, ampliando riscos ambientais e de saúde pública na Amazônia Central →
Fórum do Mar Patagônico cobra protagonismo regional na implementação do tratado do alto-mar
Coalizão de ONGs do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile destaca a entrada em vigor do acordo e defende liderança regional para proteger áreas-chave do alto-mar e a biodiversidade marinha →
Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo
O caso recente do rapaz que se perdeu no Pico do Paraná ilustra uma era onde “chegar ao topo” atropela o respeito pelo caminho – e pela montanha →

História, beleza e valor natural se combinam ali de forma espetacular. Junta-se, agora, a primeira experiência efetiva de parceria público-privada ou terceirização da exploração de unidades de conservação. Tem tudo para dar certo. Mas, no Brasil, a garantia do sucesso é a eterna vigilância.



