Imagine um parque nacional que protege um importante patrimônio natural da humanidade, com cenários de extraordinária beleza, infra-estrutura profissional para o turismo e, por causa de bem sucedida parceria público-privada, tenha receita suficiente para atender a todas as suas necessidades e, de fato, funcione. Pois ele existe, em Foz de Iguaçu. Funciona muito bem, na parte comercial. Na área da preservação, conta com o entusiasmo e o empenho do Ibama local, que tem gente de muito bom nível e visivelmente comprometida com a questão ambiental. Mas, apesar de gerar uma receita significativa, a área pública do parque tem que ficar de pires na mão, mendigando cada tostão para cada uma de suas ações, todas essenciais à proteção desse esplêndido e frágil patrimônio da natureza. A parte do mercado vai bem. A parte estatal, vai levando.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Lula relembra corte de 99% no orçamento para desastres naturais durante governo Bolsonaro
Falando sobre ‘tesouraço’ proposto por Flávio, Lula lembra que Jair Bolsonaro deixou apenas R$ 20 mil para prevenção de calamidades como enchentes →
Richard Rasmussen integrará Conselho da Secretaria de Meio Ambiente do Pará
Com centenas de milhares de reais em multas ambientais acumuladas, Rasmussen deve apoiar a construção das futuras políticas públicas do estado campeão do desmatamento →
Repetir o governo Bolsonaro? A vida pede socorro
Se com Lula as conquistas vêm com muita luta, com Flávio Bolsonaro não esperamos nada menos que o caos na gestão socioambiental e na vida das pessoas →

História, beleza e valor natural se combinam ali de forma espetacular. Junta-se, agora, a primeira experiência efetiva de parceria público-privada ou terceirização da exploração de unidades de conservação. Tem tudo para dar certo. Mas, no Brasil, a garantia do sucesso é a eterna vigilância.