Imagine um parque nacional que protege um importante patrimônio natural da humanidade, com cenários de extraordinária beleza, infra-estrutura profissional para o turismo e, por causa de bem sucedida parceria público-privada, tenha receita suficiente para atender a todas as suas necessidades e, de fato, funcione. Pois ele existe, em Foz de Iguaçu. Funciona muito bem, na parte comercial. Na área da preservação, conta com o entusiasmo e o empenho do Ibama local, que tem gente de muito bom nível e visivelmente comprometida com a questão ambiental. Mas, apesar de gerar uma receita significativa, a área pública do parque tem que ficar de pires na mão, mendigando cada tostão para cada uma de suas ações, todas essenciais à proteção desse esplêndido e frágil patrimônio da natureza. A parte do mercado vai bem. A parte estatal, vai levando.
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História, beleza e valor natural se combinam ali de forma espetacular. Junta-se, agora, a primeira experiência efetiva de parceria público-privada ou terceirização da exploração de unidades de conservação. Tem tudo para dar certo. Mas, no Brasil, a garantia do sucesso é a eterna vigilância.