Fotografia

Marigo e a sensibilidade da técnica

Instante de beija-flor, girafas em luta, cenários de pintura. Luiz Carlos Marigo, um dos grandes fotógrafos ambientais do mundo, alia técnica e sensibilidade

Alexandre Sant´Anna ·
23 de dezembro de 2004 · 17 anos atrás

O carioca Luiz Claudio Marigo não procura a foto pela foto. Para ele fotografar natureza é coisa séria, que envolve algo mais do que o senso estético. Diz respeito ao pulsar vivo do ambiente, ao comportamento dos seres que protagonizam suas cenas, ao “espírito” da natureza, enfim.

Aos 54 anos, 32 deles dedicados à fotografia ambiental, não se cansa de demonstrar na prática que o único caminho para manifestar esta sensibilidade ecológica plenamente é o extremo apuro técnico. A receita rendeu-lhe um posto entre os maiores do mundo em sua área. Já publicou em 15 países de todos os continentes e levou suas imagens às principais revistas de natureza, como Natural History, International Wildlife, BBC Wildlife, Terre Sauvage e Das Tier. Na National Geographic americana, assinou diversos anúncios da renomada série “Wildlife as Canon Sees It”, que já dura mais de duas décadas.

Também o meio científico descobriu o olhar único de Marigo, o que levou suas fotografias aos livros de pesquisadores como José Márcio Ayres, Adelmar Coimbra Filho, Carlos Toledo Rizzini e Luiz Soledade Otero, e mais de 30 publicações editadas em outros países.

Prêmios não lhe faltam, inclusive várias menções honrosas e um prêmio principal do “Wildlife Photographer of the Year”, o mais importante concurso do gênero, organizado pela BBC e Natural History Museum de Londres. Da série selecionada para O Eco, cinco fotografias receberam esta disputada distinção. Tentar descobrir por conta própria quais são elas, em detrimento de todas as outras, não é tarefa fácil. Por isso mesmo preferimos não discriminá-las. Deixar o visitante munir-se apenas de sua sensibilidade artística e ambiental, que é o que importa.

 

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Comentários 1

  1. Treep diz:

    Vejo como de extrema importância a preservação dessas areas,
    o turismo agradece e deve ser feito de forma consciente.
    Não sei o que é melhor, mas com o governo atual, municipalizar talvez não seja tão ruim , desde que seja com leis próprias que garantam manter preservado e fiscalizado.