Miriam Prochnow é uma brasileira. Ou melhor, a catarinense Miriam Prochnow é muito mais do que uma brasileira. É uma cidadã que deveria ser um exemplo para todos nós, brasileiros.
Ela é o típico caso do que se consegue com um trabalho de formiguinha, de que tanto ouvimos falar, mas que raramente temos a chance de ver funcionando na prática. É aquele tipo de pessoa que começa a consertar as coisas em seu quintal e acaba alcançando objetivos nacionais.
Está nisso desde 1987. Na época, ela era apenas uma pedagoga que ficava chocada com a quantidade interminável de caminhões carregados com toras de madeiras, que não paravam de sair de uma reserva indígena em Ibirama, Santa Catarina. Junto com o marido, Wigold Schäfer, funcionário do Banco do Brasil, fundou então a ONG Apremavi, com 17 simpatizantes recrutados na região. Hoje, a Apremavi em mais de 300 sócios. Miriam e Wigold foram “obrigados” a se mudar para Brasília, onde ela é a coordenadora da Rede de ONGs da Mata Atlântica.
A ligação de Miriam e Wigold com a fotografia começou como uma necessidade de registrar e denunciar as agressões ao meio ambiente. Ela define modestamente seu hobby como “utilitarista”. Não se considera uma fotógrafa. Aliás, ela diz que mal sabe quem fez o quê na coleção de fotos que tem junto com Wigold. Basta, porém, lançar uma rápida olhada nas fotos feitas pelo casal para ver sensibilidade e delicadeza na luz e na composição das fotos, além do forte impacto visual, quando se trata de fragrar desmatamentos ou outras agressões à natureza.
Miriam já publicou cinco livros, todos tendo o meio ambiente como tema central: “A Mata Atlântica e Você”, ” Floresta de Araucária” e ” Barra Grande”, por exemplo. Atualmente, coordena um projeto audacioso: um livro sobre a Mata Atlântica , verdadeira enciclopédia sobre a floresta em cada estado do Brasil.
Miriam é uma adepta da fotografia digital. Tem uma Nikon de 8 MB, mas ainda usa sua Nikon F-90, a base de filme, quando precisa fazer transparências para palestras.
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