Não é novidade para ninguém que os prédios e palácios do governo brasileiro ocupam espaço de destaque no mapa do Distrito Federal. Mas, que as bases dos três Poderes dividem os holofotes com uma fazenda de 1.780 hectares repletos de espécies nativas do Cerrado, pouco se fala. Este cenário promete começar a mudar a partir da desta terça-feira, às 17:30hs, quando o Jardim Botânico do Rio de Janeiro abre suas portas para o público acompanhar a exposição “Efêmeras florações”, do fotógrafo Carlos Secchim.
Contratado por uma empresa que detém a propriedade, Secchim passou os últimos quatro anos visitando periodicamente a área praticamente intocada. Sua missão, em primeira instância, era coletar dados e informações sobre reflorestamento de mata nativa e madeira certificada para futura utilização – um dos projetos que a firma pretende implantar em seus domínios. Os outros são de ecoturismo, com a instalação de um resort internacional, e aproveitamento do potencial aqüífero pelas indústrias.
Mas, além do trabalho como contratado da empresa, Secchim deu um passo extra: decidiu fotografar o que há de mais representativo do Cerrado na região que fica próxima a Planaltina e em frente a um marco histórico chamado Pedra Fundamental. “Faço um acompanhamento das flores belíssimas e de curta duração que há ali”, explica o fotógrafo ao ser questionado sobre o título de sua exposição. Inspirado nas técnicas da botânica inglesa Margareth Mee, que se especializou em Amazônia Brasileira, ele fez um tratamento gráfico especial para cada imagem. “Seria muita pretensão querer me igualar a ela, mas tentei fazer algo semelhante, mesmo sendo o seu trabalho voltado para matas fechadas e escuras”, diz.
A mostra permanece na Casa VI do Jardim Botânico, sede da Associação dos Amigos do parque, até o mês de setembro. O Eco traz aqui uma pequena amostra das imagens clicadas por Secchim nos diversos ecossistemas da fazenda: Campos limpos, úmidos, cerradão e vereda. Basta clicar ao lado para conferir.
* Apresentação: Felipe Lobo
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