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O Eco+ | Edição #280 | fevereiro/2026

O Eco+ | Edição #280 | fevereiro/2026

22 de fevereiro de 2026

Apesar dos avanços na área de monitoramento e fiscalização ambiental, o Brasil possui 4 milhões de hectares de área desmatada onde não há informações espaciais disponíveis à sociedade sobre autorizações ou ações de fiscalização incidentes nessas áreas. É o que alerta os pesquisadores Ana Paula Valdiones, coordenadora do Programa de Conservação e Clima do Instituto Centro de Vida (ICV) e Marcondes Coelho, professor do departamento de Ciências Ambientais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em coluna para ((o))eco. Os especialistas defendem que essa lacuna de dados ameaça as metas climáticas do país, incentiva a impunidade e fragiliza o combate ao desmatamento.

A repórter Duda Menegassi conta a história de um macaco-prego registrado no Ceará com leucismo, mutação que deixa os pelos brancos. O registro foi feito ao acaso no Parque Nacional de Ubajara. Segundo os pesquisadores, o leucismo pode ser causado por mutações genéticas potencializadas por causa da fragmentação do habitat – que reduz a área de vida da espécie, mantendo os grupos cada vez menores, o que “incentiva” a reprodução entre parentes próximos (endogamia). Um segundo indivíduo na mesma área foi encontrado com manchas brancas no pelo, numa mutação mais sutil, mas que também pode estar associada ao leucismo. “Isso nos levou a pensar que a população talvez esteja fragmentada e com pouca variabilidade genética”, alerta o primatólogo Tiago Falótico, pesquisador do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, Leipzig, da Alemanha, e um dos autores do estudo. 

As leis que, de alguma forma, protegem a vegetação nativa do Brasil são bem mais antigas do que se possa imaginar e remontam à chegada dos portugueses em terras brasileiras, escreve a repórter especial de ((o))eco, Cristiane Prizibisczki, que conta a história do Regimento do Pau-Brasil, promulgada em 1605. A norma colonial, instituída pelo rei D. Felipe III, proibia o corte da árvore sem autorização oficial, visando coibir “as muitas desordens” em sua extração e a “conservação dele, de que se tem seguido haver hoje muita falta”. Além da norma de 421 anos, a nota lista as principais leis ambientais do país. Confira!



Boa leitura!

Redação ((o))eco

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Guardiões. Os corais guardam pistas valiosas sobre a história climática do nosso planeta e continuam a documentar as mudanças nos oceanos da atualidade. Os cientistas trabalham para preservar e proteger esses recifes de evidências [Eos] 

Zona de respiro. Estendendo-se por 241 quilômetros de leste a oeste por uma faixa de 2 km entre o norte e o sul, a fronteira entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul é um símbolo de militarização e tensões políticas. Mas é também uma área onde a ausência de atividade humana permitiu que a natureza e a vida selvagem prosperassem. [Earth.org]

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Crônicas Atropeladas | Vangi Souza

Livro nasce da urgência de olhar para um dos maiores desafios ambientais do Brasil: o atropelamento de animais silvestres. A partir de histórias reais, o livro transforma dados alarmantes em narrativas sensíveis e propõe reflexão ética, educação ambiental e responsabilidade coletiva. O livro é ilustrado por Artur ‘Kjá.

Livraria da Travessa

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Fitópolis | Stefano Mancuso

Em Fitópolis, o neurobiólogo e botânico propõe uma transformação radical na forma como concebemos as cidades, inspirada na organização das plantas. Assim surge a ideia das cidades vivas, organismos urbanos dotados de inteligência, resiliência e capacidade de adaptação, como uma estratégia concreta para combater a crise climática e reduzir o abismo que se criou entre humanos e plantas nos últimos séculos.

Livraria da Travessa

 

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São Florestas: Vida na água | Sesc TV

Combater a poluição dos corpos d’água, incluindo o descarte de plásticos, produtos químicos tóxicos e esgoto sem tratamento, é uma necessidade urgente. Essas ações ameaçam a saúde dos ecossistemas aquáticos e comprometem a segurança alimentar das comunidades. Neste episódio, a equipe do Sesc TV navega pelos rios de Espírito Santo do Tauá e aprende com os moradores locais sobre a importância de proteger áreas marinhas sensíveis, como a Foz do Amazonas, além de promover práticas sustentáveis na pesca e no uso dos recursos naturais.

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