Notícias

Construção civil na mira do Ibama

Órgão federal aplica 1,48 milhão de reais em multas em construtoras que utilizavam madeira vinda da Amazônia ilegalmente. Cerca de 1.150 m³ do produto florestal foram apreendidos.

Redação ((o))eco ·
3 de março de 2010 · 16 anos atrás

O Ibama acaba de divulgar o levantamento final das multas e apreensões feitas durante a Operação Térmidas, que fiscalizou a origem da madeira usada na construção civil no país. No total, foram emitidos 1,48 milhão de reais em multas, em 19 estados consumidores de madeira da Amazônia, mais o Distrito federal.  A operação, que ocorreu entre os dias 22 e 25 de fevereiro, fiscalizou 212 construtoras. Foram apreendidos 1. 154 m³ de madeira e emitidos 82 autos de infração. Cerca de 80% da produção de madeira extraída da Amazônia é destinada ao mercado interno brasileiro, grande parte desse total à construção civil. A oferta de matéria-prima é focada em poucas espécies, exercendo uma pressão muito grande sobre elas. As regiões Sul e Sudeste são as maiores consumidoras de madeira proveniente da Amazônia no país.

 

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Reportagens
23 de julho de 2026

À espera de um filhote de harpia

Saga de sete dias para capturar o filhote na Mata Atlântica baiana permite instalação de transmissor que ajudará a coletar dados inéditos sobre a espécie

Análises
23 de julho de 2026

O que a invasão dos javalis nos ensina sobre o princípio da precaução

Quando os princípios ambientais recomendam cautela, avaliação prévia dos riscos e mais estudos, muitos provavelmente enxergam tais exigências como entraves burocráticos ao desenvolvimento

Reportagens
23 de julho de 2026

BR-163 acelera exportações de soja, aumenta emissões de poluentes e aquece esquemas do mercado de carbono

Da história da construção da rodovia aos impactos atuais dos caminhões na saúde respiratória, as emissões movimentam a compra e venda de créditos de carbono “opacos” entre os estados do MT e PA

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.