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Crime com aval do Estado

Ao se deparar, horrorizado, com o desmatamento de florestas de araucárias em sua Itaiópolis (SC), Germano Woehl Jr., da ONG Rã-Bugio, correu aos órgãos públicos para denunciar o crime contra aquele ecossistema ameaçado de extinção. A resposta que recebeu do Ibama local foi ainda mais surpreendente: o corte ilegal havia sido autorizado pela Fundação de Meio Ambiente do Estado, a FATMA. “Houve destruição da vegetação nativa, inclusive com corte de espécies ameaçadas de extinção (araucária, xaxim e imbuia). Uma área mediu 17 hectares e tinha autorização de corte concedida pela FATMA de Canoinhas”, informou o Ibama, acrescentando que “a licença da FATMA jamais deveria ter sido concedida, já que a área é abrigo de espécies ameaçadas”. Os proprietários envolvidos foram autuados em um total de 28.500 reais. O Ibama enviou suas descobertas para o Ministério Público, que deve chamar a FATMA às falas.

Lorenzo Aldé ·
2 de dezembro de 2004 · 22 anos atrás
  • Lorenzo Aldé

    Jornalista, escritor, editor e educador, atua especialmente no terceiro setor, nas áreas de educação, comunicação, arte e cultura.

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