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Em Lagos, praias de água transparente

Geógrafo brasileiro foi até cidade na região do Algarve, Portugal, e durante um dia visitou todas as praias do local. Passeio, de paisagens lindas, é barato.

Felipe Lobo ·
24 de maio de 2011 · 15 anos atrás
Geógrafo brasileiro foi até cidade na região do Algarve, Portugal, e durante um dia visitou todas as praias do local. Passeio, de paisagens lindas, é barato.

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Em maio do ano passado, o geógrafo carioca Caio Mascarenhas estava na cidade espanhola de Palos de la Frontera (de onde Cristóvão Colombo saiu para descobrir as Américas em 3 de agosto de 1492), quando ouviu falar pela primeira vez de Lagos, uma pequena cidade situada no Distrito de Faro, em Portugal. A partir de Sevilha, o trajeto de ônibus dura cerca de quatro horas e custa em torno de 20 euros (apenas ida). O susto inicial com o alta incidência da língua inglesa nas ruas – o garçom de um restaurante, aliás, sequer falava português – foi rapidamente superado em função da grande vocação turística do pequeno município costeiro da sub-região de Algarves.
 


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Não é difícil se hospedar a baixo custo em Lagos. Há exatamente um ano, Mascarenhas desembolsou apenas 14 euros por noite para ficar no Lagos Youth Hostel, um albergue localizado próximo ao centro. Durante o dia e a noite, aliás, a dica é não parar no quarto, a não ser para dormir. “Lagos tem inúmeras praias, uma ao lado da outra, com uma água azul translúcida incrível. Mas a água é muito gelada, até levei uma máscara para fazer mergulho, mas não dá para agüentar muito tempo sem roupa de borracha. E à noite tem inúmeros bares e restaurantes, a economia local gira em torno de serviços”, relata.

Vale tirar um dia inteiro para conhecer todas as praias da região, todas bem pequenas e quase desertas. É possível, por exemplo, fazer um passeio por cima das falésias que circundam a areia e permitem a visão de todo o complexo, e depois voltar, a partir da praia da Ponta da Piedade (a última na direção de quem sai do centro da cidade). Quando a maré está baixa, a passagem pelos túneis criados nas falésias torna-se viável. No domingo, o geógrafo voltou para a cidade-marco do descobrimento, mas trouxe ao Brasil, tão logo finalizou a pós-graduação em geoprocessamento, os registros da aventura.

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  • Felipe Lobo

    Sócio da Na Boca do Lobo, especialista em comunicação, sustentabilidade e mudanças climáticas, e criador da exposição O Dia Seguinte

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