Dados do desmatamento – Janeiro 2013 – Imazon. Clique para ampliar |
O desmatamento continua subindo na Amazônia, nos últimos 6 meses a taxa mais que dobrou, um aumento de 118% de agosto de 2012 a janeiro de 2013 comparado com o mesmo período de 2011/2012. A informação vem do Imazon, ONG que faz o monitoramento independente do desmatamento na Amazônia Legal. Outra fonte de informação sobre desmatamento na Amazônia é o sistema Deter, do INPE, que o governo usa para traçar estratégias de combate ao desmatamento. Porém, desde outubro, o Ministério do Meio Ambiente, responsável pela divulgação do Deter, não informa os dados apurados.
Em janeiro, segundo o Imazon, a tendência continuou. O desmatamento teve uma pequena alta, de 6% em relação ao mesmo mês de 2012, alcançando 35 quilômetros quadrados de perda florestal. Por convenção, o ano do calendário do desmatamento começa em agosto e termina em julho do ano seguinte (Veja tabela abaixo).
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Tanto o sistema do Imazon, o SAD, quando o do Inpe, o Deter, são sistemas de alerta. Um mês só não é significativo para a análise, especialmente porque a cobertura de nuvens nessa época é grande e variável, atrapalhando a leitura das imagens de satélite que os técnicos utilizam para estudar o problema. Dados acumulados durante meses, no entanto, são mais confiáveis. O aumento de 118% detectado pelo Imazon mediu um crescimento da área de desmatada de 600 para 1.305 quilômetros quadrados na comparação dos últimos 6 meses, ano contra ano.
Cobertura de nuvens
A temporada de chuvas continua na Amazônia. E com ela, a extensa cobertura de nuvens sobre seu território, o que dificulta a visualização das imagens detectadas pelo satélite. Em janeiro de 2013, havia 61% da área monitorada coberta por nuvens. Em janeiro de 2012, a cobertura de nuvens foi de 88%. Isso pode explicar a diferença pequena encontrada de um ano para o outro, mas não o salto dos últimos 6 meses.
Os Estados com maior cobertura de nuvem foram Amapá (93%), Pará (80%) e Mato Grosso (73%), os dois últimos campeões de desmatamento na Amazônia Legal. Nesses estados, a grande cobertura de nuvens pode ter levado o monitoramento a subestimar seus números.
O desmatamento de janeiro, de 35 km2, se dividiu assim: mais da metade (63%) ocorreu no Mato Grosso, seguido pelo Amazonas (12%), Pará (9%), Roraima (9%) e Rondônia (7%).
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