
Após 4 anos consecutivos de queda do desmatamento, a derrubada de floresta voltou a subir em 2013, um aumento de 28% de corte raso. O sinal amarelo já havia sido acionado meses antes, com sucessivos aumentos nos números do alerta de desmatamento. O anúncio oficial foi feito em novembro. Agora, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o Instituto Socioambiental (ISA) e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON), lançaram um documento que reflete sobre as causas deste aumento e como o poder público pode reagir a ele.
Segundo o documento de 8 páginas, a especulação fundiária e os efeitos das obras de infraestrutura sem as devidas salvaguardas socioambientais são dois fatores que podem explicar o aumento.
Os institutos também recomendam que o governo mantenha as políticas já adotadas no Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal [PPCDAM], mas que as aperfeiçoe, somando novas estratégias como: manter a fiscalização focada em municípios que concentram as maiores taxas de desmatamento; avançar com os incentivos econômicos para a conservação e redução do desmatamento especulativo; estimular a recomposição e a regularização florestal.Tais incentivos, diz o trabalho, deveriam incluir uma revisão da politica tributária do governo federal.
Leia Também
Desmatamento na Amazônia: o governo perdeu a disciplina
Zangada, ministra anuncia aumento de 28% no desmatamento
Como combater o recente aumento do desmatamento na Amazônia
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Situação política e interesses estrangeiros ameaçam o Guaíba, no Rio Grande do Sul
Nova fábrica de celulose que poderá agravar a poluição do Guaíba (RS) tem a simpatia de políticos gaúchos de vários partidos →
Profetas do tempo: sabedoria, sinais e futuro no sertão da abundância
Saberes ancestrais e inovações sociais constroem um futuro sustentável no interior do Piauí. Primeiro episódio: A cultura cria raízes →
Parlamentares lutam para impedir o desmonte de um projeto de observação oceânica avaliado em US$ 386 milhões feito pelo governo Trump
Parlamentares pressionam a Fundação Nacional de Ciência a interromper o desmonte da Ocean Observatories Initiative, uma rede de monitoramento oceânico de US$ 386 mi que está sendo descontinuada pelo governo Trump →

