![[i]Ctenomys flamarioni[/i] fotografado no Rio Grande do Sul, em dezembro 2010. Foto:](/wp-content/uploads/oeco-migration/images/stories/jun2014/tuco-tuco.jpg)
O tuco-tuco das dunas (Ctenomys flamarioni) é um dos membros da família Ctenomyidae, que inclui outras 60 espécies diferentes de pequenos roedores, todas apelidadas de tuco-tucos. Estes roedores são endêmicos da América do Sul e muitas das espécies são restritas a determinadas regiões. O C. flamarioni é encontrado somente nas dunas costeiras do Rio Grande do Sul. A espécie é ameaçada por perda de habitat devido à remoção de dunas e da urbanização. Para o ICMBio é considerada “Vulnerável” pelo ICMBio e “Em Perigo” pela IUCN.
O nome “tuco-tuco” é uma referência ao som que o macho da espécie produz quando se sente ameaçado. A espécie foi descrita pelo biólogo brasileiro Vitor Hugo Travi, que propôs o nome científico flamarioni em homenagem ao colega, Luiz Flamarion B. de Oliveira.
Esses animais são caracterizados por uma pelagem cor de areia, corpos robustos e cilíndricos com pernas curtas e caudas peludas. Têm longas patas dianteiras que servem para a escavação de túneis, enquanto as traseiras são usadas para assentar a terra. A cabeça grande tem orelhas pequenas. A pele é um pouco solta para deslizar sobre os túneis que criam. Têm de 15 a 25 cm de comprimento e pesam cerca de 200 gramas. Os tuco-tucos lembram as marmotas do hemisfério Norte, mas na verdade são parentes das capivaras, ratões-do-banhado, preás e outros roedores sul-americanos.
A espécie apresenta acentuado dimorfismo sexual a favor dos machos, maiores e mais pesados, entretanto, as fêmeas são mais numerosas.
Tuco-tucos são animais solitários e difíceis de serem vistos, já que passam a maior parte da vida (cerca de 90%) no subsolo. Nascem, crescem, alimentam-se e reproduzem-se dentro das tocas. Na busca por alimentos, passam a maior parte do dia construindo túneis e passagens ao redor da toca que pode atingir 15 metros de comprimento e 30 centímetros de profundidade. Sua dieta é constituída de folhas, talos e raízes de gramíneas, além de ciperáceas (como capim-cidreira) que nascem junto às saídas de suas tocas.
O período reprodutivo ocorre uma vez por ano, com o provável período de acasalamento entre maio e setembro, cerca de 120 dias de gestação e os nascimentos entre setembro e fevereiro (primavera e verão).
*Artigo editado em 20.01.15 às 17h26.
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Você deve chamar o órgão ambiental (IBAMA) e relatar o caso para que seja garantida a sobrevivência deste animal. Eles podem optar por removê-lo para áreas de proteção. Lembrando que é um animal em risco de extinção, com habitat muito restrito às dunas e bancos de areia do litoral (o qual distruímos para construção das casas ao longo do litoral), qualquer ação atual contrária à sobrevivência desta espécie em risco é crime. Contacte o órgão ambiental, eles saberão o que fazer.
Tem um tuco tuco no meu jardim aqui no litoral norte,como faço pra espantar ele
PS:ele está destruindo o jardim!!
Aqui no condomínio estão colocando tela antes da leiva de grama, tem muitos, é protegido, só as corujas e os gaviões colocam medo nos bichos…. Retira a grama. coloca tela e recoloca a grama…. Só assim para proteger o gramado.