
Pesquisadores apresentaram na edição de fevereiro da revista Zootaxa uma nova espécie de serpente na Paraíba: a Amerotyphlops arenensis – batizada com esse nome em homenagem à cidade de Areia (PB), onde foi descoberta pelos biólogos Roberta Graboski, Gentil Alves Pereira Filho, Ariane Auxiliadora Araújo da Silva, Ana Lúcia da Costa Prudente e Hussam Zaher. Três biólogos que fazem parte dessa equipe já estiveram envolvidos na descoberta de outra espécie no estado: a Micrurus potyguara, uma nova espécie de coral verdadeira e que foi descrita em abril de 2014, como mostra a reportagem de ((o))eco.
É uma espécie escavadora por excelência, de hábito fossorial, ou seja, adaptado para escavar o solo e, por essa característica, vive sempre no chão. Sua dieta consiste em comer cupins e suas larvas. Como quase toda cobra cega, não chega a ser muito grande.
De nome herdou a ascendência americana e uma de suas principais características, o fato de ser considerada “cega”, uma inverdade, pois cobras cegas apenas possuem uma visão não muito boa, o que não é problema já que usam pistas químicas para detectar as presas. Amerotyphlops é formado pelo adjetivo latino amero, que significa “América” e a palavra grega typhlops, que significa “cego”.
A Amerotyphlops arenensis foi coletada na Reserva Ecológica Pau de Ferro, junto com outros espécimes, durante o doutorado do Dr. Gentil Alves Pereira Filho. O método de captura utilizado foram armadilhas de interceptação e queda (pitfall traps), muito utilizadas para a amostragem de anfíbios, répteis e pequenos mamíferos.
A Reserva está inserida no bioma Mata Atlântica, sendo considerada um brejo de altitude. De acordo com Pereira Filho, “os brejos de altitude estão sofrendo várias pressões antrópicas, sendo as principais o desmatamento e a diminuição de suas áreas”.
“Constatei pessoalmente, na Mata do Pau Ferro, a existência de caça, retirada de madeira, plantações e criação de gado dentro da área da reserva. E para coroar os problemas, trilhas feitas por jipes e motocicletas. Dai você pode imaginar o quanto a mata do Pau Ferro esta sendo impactada. Este quadro não é específico da Mata do Pau Ferro, todos os 43 Brejos de Altitude do nordeste sofrem varias pressões antrópicas. Isto é bastante preocupante, já que estas ilhas de mata são muito pouco conhecidas em relação a sua biodiversidade e pouco é feito para preservá-las.”, explica, em entrevista por e-mail.
O pesquisador reclama da ausência de fiscalização para coibir estes crimes ambientais.
Não se tem, ainda, o estado de conservação da nova espécie, mas ela já pode estar ameaçada pela perda de habitat e degradação causada pelo homem.

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Capturei uma igual aqui no meu terreno, agora que descobri qual espécie é vou devolver em outro local
Olá moro em Curitiba. Essas cobrar aparecem direto em volta da minha residência, sempre achei que era uma espécie de cobrá cega, é mais fácil encontrar quando mexemos na terra para plantio
Ja capturei varias dessa aqui em Campina Grande. Sempre disse as pessoas que era uma cobra,mas ninguém acreditava. Mas agora como são biólogos falando…