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Ibama multa homem que aparece em vídeo maltratando um tatu-peba

Funcionários da Coca-Cola gravam vídeo onde capturam o animal. Um segundo vídeo esclarece que o animal foi solto, mas o Ibama multou mesmo assim.

Fábio Pellegrini ·
16 de junho de 2015 · 6 anos atrás

O tatu-peba ([i]Euphractus sexcinctus [/i]). Foto: Wikimedia Commons
O tatu-peba ([i]Euphractus sexcinctus [/i]). Foto: Wikimedia Commons

O Ibama identificou e aplicou multa a um funcionário da Coca-Cola de Tocantins que aparece em um vídeo divulgado pelas redes sociais no qual ele havia capturado um tatu-peba (Euphractus sexcintus) e prendido o animal no compartimento de carga de um caminhão da empresa. Em outro vídeo, o homem abre o compartimento do veículo e liberta o animal.

Fabio Wesley Batista de Assis foi multado em R$ 1.500 e autuado por ato de abuso a animais nativos, além de ter sido demitido da empresa, juntamente com outros dois companheiros de trabalho que aparecem na filmagem. Os autos do processo foram encaminhados ao Ministério Público para avaliação de ação civil pública e processo criminal.

No primeiro vídeo, Fabio Wesley segura o animal pelo rabo e afirma que iria comê-lo com farofa “cheirando pó, bebendo uma gelada e fumando um beque (sic)”. Na ocasião, Wesley se intitula membro de um “Grupo da Morte”.

O acusado chega ainda a dançar com o animal em mãos, passando a zombar do animal, que em situação de stress, com respiração ofegante, defeca. Ele ainda faz questão de que seu rosto seja mostrado e ainda informa seu nome, dizendo em tom sarcástico que “nós matamos animais silvestres, vamos destruir o planeta, vamo acabá (sic) com a água do mundo”.

O vídeo não passava de uma “brincadeira”

Após polêmica nas redes sociais e expressão de repúdio em grupos de defesa dos direitos dos animais, o autor do vídeo publicou a segunda versão. O próprio Fabio Wesley publicou em sua conta no Facebook o segundo vídeo e escreveu que as pessoas estavam o julgando sem terem visto o final da história.

“Gente as pessoas não virão o final do video pra me julgar. Fiz uma brincadeira e as pessoas me condenado. Nao matei o animal não. Eu soltei ele. Ta ai o outra versao (sic)”, escreveu.

“Eu filmei capturando mas vou libertar o animal. Todo animal merece sobreviver, galera! Eu não sou mau! Vamos preservar a natureza!”, afirma no vídeo.

A brincadeira custou caro para Wesley, que além de perder o emprego e sofrer multa, terá que responder o processo na Justiça, caso o Ministério Público acate a denúncia.

Em nota, o Ibama afirmou que lavrou a multa e que mantém uma equipe monitorando esse tipo de crime nas redes sociais. “O Ibama está empenhado em averiguar os crimes cometidos a partir da internet ou postados na rede”, afirmou o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo.

Para Wesley, sobrou usar mais uma vez a rede social, dessa vez para se defender.

 

 

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