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Com relação ao caso de Santarém, no Pará, onde a Cargill tem terminal portuário construído irregularmente e financia produtores de soja que ocupam terras sem título de propriedade definitivo e desmataram ilegalmente, a empresa meteu-se numa sinuca de bico. Ela quis fazer um bonito sem se comprometer diretamente com nada e enviou, há duas semanas, uma carta à prefeita da cidade, Maria do Carmo (PT), dizendo que a partir do 2º semestre não compraria mais soja de fornecedores que estivessem em situação ambiental e fundiária irregular. Apostava que a proposta de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que estava sendo intermediada pela The Nature Conservancy (TNC) ainda iria decolar. Mas ele foi abatido a tiros pela 4ª Câmara do Ministério Público Federal, que considerou a idéia coisa de jerico. A Cargill, pelo menos com a prefeita de Santarém, está agora comprometida a cortar os sojicultores locais de sua lista.

Redação ((o))eco ·
26 de maio de 2006 · 20 anos atrás

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