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20 de outubro de 2005

Muito maior

A próxima edição da revista Science, que sai nas próximas horas, traz artigo baseado em estudo de cientistas da Carnegie Institution que diz que as estatísticas sobre o desmatamento na Amazônia entre 1999 e 2002 estão subestimadas entre 60% e 128%. O trabalho utilizou-se de nova tecnologia de imagens tiradas por satélites para chegar às suas conclusões. O portal Estadão deu um registro do assunto. As agências internacionais também deram destaque ao artigo da Science. Segundo elas, a diferença nas estimativas deve-se ao fato que, até agora, vinha-se utilizando para chegar ao número do dematamento na região imagens que mostram apenas áreas onde a cobertura florestal foi totalmente derrubada. A nova tecnologia permite detectar derrubadas seletivas, onde apenas as árvores de maior valor comercial são cortadas.

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2005
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20 de outubro de 2005

Revoada premiada

O Museu de História Natural de Londres e a revista BBC Wildlife divulgaram a lista de vencedores do concurso Wildlife Photographer of the Year...

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2005
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20 de outubro de 2005

Revoada premiada II

O brasileiro Sérgio Brant Rocha conquistou o segundo lugar na categoria "Animais em seu habitat", graças ao flagrante de milhares de andorinhões...

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2005
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20 de outubro de 2005

Contramão

O The Wall Street Journal registra numa reportagem uma contradição americana no que diz respeito ao uso eficiente de energia. A indústria, agricultura e o setor de serviços estão reduzindo o consumo de combustíveis. Mas a população, não. Os americanos continuam sendo um dos maiores consumidores de energia per capita do mundo. Há nisso muito da cultura do desperdício e preguiça. Mas principalmente, regulamentações municipais que impedem, ou pelo menos dificultam a vida de qualquer um que tente economizar combustível. As leis incentivam o uso indisciplinado de recursos naturais.

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2005
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20 de outubro de 2005

Explicação

Se você não entendeu direito o anúncio feito na revista Nature que pesquisadores americanos criaram células-tronco à prova de questionamentos morais, console-se. Nós aqui de O Eco também não entendemos direito o assunto, mas fizemos o registro porque julgamos importante. O MIT Technological Review volta ao tema, explicando o assunto melhor do que nós. Nos termos mais simples possíveis, trata-se de um método para criar células-tronco sem a necessidade de destruir embriões – uma das objeções que os religiosos fazem à pesquisa . Em ratos pelo menos, parece que a coisa funciona.

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2005
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20 de outubro de 2005

Números

Melhor estar seguro que arrependido. O governo brasileiro, diz a Zero Hora, mesmo dizendo que não há razão para pânico, resolveu estocar 9 milhões de doses do antiviral Temiflu. A vacina é o melhor remédio contra o vírus da gripe do frango. Ele ainda está longe das nossas fronteiras. Mas como anda avançando de forma avassaladora, Brasília resolveu agir. Mas aparentemente, não como deveria. No último fim de semana, a Inglaterra também resolveu estocar o Temiflu preventivamente. O governo inglês colocou no armário para eventual emergência, 14 milhões de doses. A população da Grã-Bretanha é três vezes menor que a nossa. Algo não fecha na conta feita pelo ministério da saúde brasileiro.

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2005
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20 de outubro de 2005

Passa tudo

Uma repórter do Valor percorreu 60 quilômetros de estrada que margeia a fronteira do Brasil, em Mato Grosso do Sul, com o Paraguai. Testemunhou algo que o governo há muito sabe. A área é um queijo suíço em termos de segurança. Passam de um lado para outro, sem nenhum controle, qualquer criatura – inclusive gado paraguaio contaminado pela febre aftosa. O governo não é o único culpado pela mixórdia que impera na região. Os fazendeiros brasileiros também usam a fronteira para transacionar com gado longe dos olhos das autoridades. A situação refoça a suspeita que a doença veio mesmo do nosso vizinho. Segundo o RMT online, site noticioso de Mato Grosso do Sul, os frigoríficos do estado retomaram hoje, depois de dez dias parados, o abate de gado. Foram 1 mil e 500 nesta quinta-feira, bem menos que a média de 12 mil/ dia que era abatida antes do foco de aftosa ser descoberto.

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2005
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20 de outubro de 2005

Presente

Sujeito no Mato Grosso flagrado promovendo rinhas de galo foi sentenciado pelo crime à prestação de serviços no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso. Pensando bem, não chega a ser uma punição . A experiência deverá lhe ensinar alguns truques sobre qual a melhor maneira de manter bichos atrás das grades. A notícia está no Diário de Cuiabá.

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2005
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20 de outubro de 2005

Degelo

O The New York Times continua publicando série de reportagens sobre os efeitos mais óbvios do aquecimento global no planeta. Eles estão no Ártico, onde o gelo anda derretendo a olhos vistos e ameaçando não apenas um modo de vida, mas tudo aquilo que ele de certa maneira gerou. Na Rússia, várias cidades terão que ser ou realocadas ou reconstruídas porque o gelo, virando água, não sustenta mais as fundações de suas construções.

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20 de outubro de 2005
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20 de outubro de 2005

Wallace & Gromit

Vegetais gigantes viraram uma espécie de esporte no mundo anglo-saxão. São o produto do que hoje, segundo o The Washington Post, chama-se jardinagem radical. Trabalha com tipo de plantas que sofreram alguma mutação que colocou seus frutos fora da média geral, muito anabolizante, perdão, adubo, e alguma engenharia. As plantas, no caso abóboras, crescem levemente elevadas do solo e envoltas em cobertores especiais – para evitar que a chuva e o contato com a terra interfiram no seu crescimento.

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20 de outubro de 2005
Análises
20 de outubro de 2005

Sede de quê?

De Rosa Cartagenes (jornalista, indigenista, inspetora sanitária e fã de sua coluna), Santarém - PAPrezado Abranches,Mais uma vez, é de rachar tua lucidez (felizmente ou infelizmente?) e venho aqui testemunhar: pois é, nós também estamos "bolados" em assistir, passivos (só não impassíveis porque falta d'água na torneira é coisa de tornar qualquer cotidiano insuportável...) à desidratação aguda de nossa Mãe D'água, nossa miragem esverdeada, nosso muiraquitã inefável e pretensamente indelével. Moro a uma quadra do rio Tapajós, que transformou-se num riozinho chinfrim com quilômetros de margem de uma areia suja e prenhe de eflúvios de esgoto, bichos em decomposição e todo tipo de detritos urbanos, e as comunidades ribeirinhas de afluentes e outrora "lagos (Arapiuns, Arapixuna, Maicá, Inanu etc etc) têm vivido um duro cotidiano atravessando extensas dunas ( tem ribeirinho andando 4km para beber água, suja ): lata d'água na cabeça/lá vem Maria. Caboclo atravessando a pé o maior rio do mundo em extensão e vazão (o Amazonas) e Raimundos já não sabem onde pescar peixe vivo, pois igarapés tornaram-se veredas de peixes mortos salpicadas de urubus.Grande Sertão e Vidas Secas encontram-se em nosso leito amazônico-tapajoara.Concentração de gente e de água, também os flebótomos se concentram, e a malária recrudesce com força total em comunidades indígenas mais isoladas. Na área urbana, mais de 60% das residências estão sem água, e apenas ontem (18/10) a indecisa prefeitura petista decidiu decretar estado de emergência e o senhor governador social-democrata decidiu pronunciar-se sobre a seca no Estado. Enquanto isso, perseguem nosso Lúcio Flávio Pinto, Passageiro da Utopia, que grita aos ouvidos moucos a evasão de nossas possibilidades de crescimento real para os bolsos (e Bolsas) japoneses, canadenses, europeus, eternos sanguessugas de nossas matérias-primas e energias de todos os tipos. Até as espirituais. Se cientistas e técnicos repetem como motivos aquecimento global, degelo de calotas, "El Niño" e índices marítimos, e ainda não tiveram tempo de produzirem dissertações e gráficos para associar seca e desflorestamento, não temos dúvida que é mesmo só uma questão de tempo. Floresta em pé é pré-condição para retroalimentação do ciclo das águas, e nos microcosmos do cotidiano de lugarejos e aldeias amazônicos, empiricamente sabe-se que em no máximo 5 anos de uso agrícola contínuo, ainda que na limitada escala familiar (inclusos aí não só plantio e coleta, mas a inevitável "coivara", queimada pré-semeadura), não é só a floresta que vira "capoeira" (savanização, para os técnicos..), mas as nascentes, os igarapés "mirins", as "águas do beiradão" vão emagrecendo, perdendo o viço, definhando. Tamanha vulnerabilidade é um dos motivos, inclusive, daquilo que os olhares ocidentais definem como "intenso nomadismo" de comunidades indígenas originais, que precisam se deslocar e alternar continuamente áreas de uso agrícola familiar para permitir a recomposição da fertilidade do solo e da floresta. Imagine o desflorestamento que se tem feito: terá o impacto de mera metáfora os "2/3 do Equador" desmatados nos últimos 10 anos em ecossistema tão suscetível?E a desgovernança vem nos apresentar planos de pretensa "sustentabilidade" (mostre-me uma "BR" amazônica sustentável...), premiar a exploração predatória com "Termos de Ajustamento de Conduta"( "Temos q Arrumar Conluio") que sabemos inoperantes e argumentar "amplas consultas à sociedade civil" (12 audiências "públicas", entre ONGS, PPG7 e "setores produtivos"? Onde o povo?) para a aprovação à toque-de-caixa de um PL que afronta as necessidades mais evidentes de um pacto socioambiental entre as populações locais e indústria madeireira, privilegiando os objetivos megaempresariais e apenas criando mais um ou dois órgãos e mais um complexo de legislações específicas.Onde a efetividade da Lei ( que já existe), onde a eficiência e os recursos para a fiscalização, e onde a ética do Estado para promoção e proteção do patrimônio natural e social de amazônidas, brasileiros e humanidade?A gente não quer só beber, a gente quer cumprimento de lei, governança, moralidade pública, investimento social e científico, cidadania efetiva (não vale consultas pseudo-públicas...). As chuvas, se S.Pedro ou Tupã permitirem, haverão de saciar (provavelmente já não como dantes) nossa sede imediata, mas e as outras? Será que teremos de aguardar o Apocalipse ombreados com D.Cappio para saciar nossa fome e sede de justiça? A Amazônia não dura tanto...Vamos "empatar" essa desgovernança? Um abraço

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2005
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