Reportagens

Vítimas do fogo em zona de floresta

Um incêndio criminoso no entorno de parque estadual no Espírito Santo queima 50 hectares de vegetação nativa e vitima tamanduás e pacas, como mostra vídeo. As imagens são chocantes.

Redação ((o))eco ·
13 de outubro de 2008 · 18 anos atrás

O vídeo acima foi gravado pela equipe do Parque Estadual de Itaúnas (ES) na semana passada, quando um incêndio de grandes proporções destruiu 30 hectares de vegeteção nativa. A paca foi salva e recebeu tratamentos, mas não resisitiu. Este foi o relato enviado pela consultora de educação ambiental do parque, Luciana Veríssimo. 

 
“Agora é época de incêndios, semana retrasada fizemos a maior campanha de educação ambiental” em todas as comunidades do entorno do Parque com Palestra de Incêndios Florestais e distribuímos 700 mudas nativas…e depois de uns quinze dias…fogo… 

 
Vou dar uma breve descrição:
 
– O incêndio ocorreu na área de amortecimento do Parque Estadual de Itaúnas (…).
 
De mata nativa, estimamos 50 hectares queimados. Anteontem foi um tamanduá com as patas queimadas, mas cuidamos e conseguimos soltar. E ontem esta paca que estava prenha…com face totalmente queimada, olhos tb…e por baixo tudo queimado. Morreu de parada respiratória. Ainda não estimamos a perda de biodiversidade na área afetada, esta com árvores centenárias como Angelim Pedra e Ipês”.” 
 
 
 
 

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
21 de setembro de 2026

Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia

Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923

Análises
21 de setembro de 2026

Quem faz a coexistência entre pessoas e fauna silvestre acontecer?

Por que precisamos reconhecer, formar e apoiar gestores e gestoras de coexistência e entender seu papel na conservação de espécies em conflito com moradores

Análises
21 de setembro de 2026

Ariranhas em risco: como conciliar conservação e turismo de observação?

O Pantanal se consolida como destino mundial de observação de fauna, mas o crescimento do turismo ainda ocorre sem diretrizes e políticas claras

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.