Reportagens

Florestas potenciais

Estudo localiza mais de um bilhão de hectares de áreas com potencial de recuperação florestal no planeta. Veja vídeo sobre resultados.

Redação ((o))eco ·
26 de novembro de 2009 · 17 anos atrás

 O planeta pode ter florestas recuperadas em uma área superior ao território do Canadá se houver investimentos, divulgou a União Mundial para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) nesta quinta-feira. As áreas superam ainda a extensão do Brasil – cerca de 800 milhões de hectares -, e equivalem a um sexto do território global.Seria uma maneira de conter as perdas mundiais alarmantes de matas, ajudar na luta contra o aquecimento planetário e a manter populações indígenas e outras que dependem diretamente das florestas para sobreviver.

Pesquisadores utilizaram imagens de satélite para localizar áreas em que mais de um bilhão de hectares (ou 6% da área terrestre do planeta) hoje degradados ou cortados têm potencial de regeneração. Até agora, estimava-se que apenas 850 milhões de hectares poderiam ser recuperados. O mundo tem hoje apenas um quinto de suas florestas originais, que cobriam mais de 50% da área terrestre da Terra. De 2000 a 2005 foram devastados sete milhões de hectares de florestas no planeta, praticamente o tamanho da Escócia. A pesquisa indica que em 2030 a regeneração de florestas degradadas vai ter a mesma contribuição para a redução de gases de efeito estufa quanto o desmatamento evitado. O estudo foi produzido pela organização Global Partnership on Forest Restoration (GPFLR).

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No Brasil, há cerca de 150 milhões de hectares com pastagens degradadas, majoritariamente no Cerrado e Amazônia.

“Com uma população mundial se aproximando dos sete bilhões e com projeções de ultrapassar os oito bilhões em 2025, a pressão sobre os recursos naturais é imensa. Ao mesmo tempo, as florestas da Terra seguem encolhendo, e o que resta é constantemente degradado. Temos conhecimento para restaurar florestas e agora sabemos onde isso pode ser feito”, disse Tim Rollinson, diretor-geral da Comissão Britânica de Florestas, conforme nota da IUCN.

Confira o vídeo.



 

Mais informações podem ser obtidas aqui.

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