Alguns dos pontos de maior conflito na discussão sobre florestas na Conferência de Copenhague, foi a insistência de países que querem considerar como florestas áreas de monocultura de árvores, visando retorno financeiro a partir de mecanismos de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD). Um artigo de Chris Lang, publicado no portal REDD Monitor, mostra que a discussão está cada vez mais longe de se encerrar com uma definição mais séria e técnica, e cada vez mais política.
Citando três documentos que supostamente vazaram na semana passada, ele revela que a Comissão Européia de Ciências sobre Política Ambiental divulgou que a precificação de carbono será insuficiente para salvar as florestas tropicais das pressões de desmatamento, especialmente as de conversão de áreas nativas para plantações. Ao mesmo tempo, a União Européia considera defender plantações de dendê como se fossem florestas tropicais, posição endossada pelo governo da Indonésia. A Indonésia é o maior produtor de óleo de dendê do mundo, com plantações em mais de 7 milhões de hectares. Hoje essas lavouras são consideradas áreas cultivadas da agricultura.
De acordo com o autor, a UE define como floresta qualquer área maior que 500 metros quadrados com árvores capazes de crescer dois metros de altura. O argumento dele é que a alta no preço do carbono vai elevar a demanda por biocombustíveis, e com isso aumentar as pressões para converrer florestas em lavouras de dendê. Agravantes são a política européia para uso de energia renovável, como a utilização de biocombustíveis em 10% de todo serviço de transporte público até 2020.
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