O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia divulgou, hoje, o boletim Transparência
Florestal. De acordo com o documento, em agosto o Sistema de Alerta de
Desmatamento (SAD) detectou 210 km2 de desmatamento na Amazônia Legal, uma redução
de 23% em relação ao mesmo período do ano passado (273 km2).
Os estados campeões de derrubadas foram Pará (68%), Mato Grosso (11%), Amazonas (10%),
Acre (6%) e Rondônia (5%). A degradação florestal, causada pela retirada de madeira e por
queimadas aumentou em assustadores 241%, batendo 1549 km2 contra os 455km2 de agosto
passado. Para variar, Mato Grosso (46%) e Pará (38%) saem na frente.
Tristes recordes
Não é de hoje que Pará e Mato Grosso lideram listas de campeões do desmatamento.
Especialistas não se cansaram de dizer que neste ano os índices aumentariam
significativamente, já que em época de eleição “pega mal” implicar demais com desmatadores,
pois o objetivo número um de políticos parece ser a conquista de votos.
Enquanto a disputa por votos se acirra, o desmatamento e as queimadas na floresta avançam
impiedosamente. Na semana passada, o Instituto Centro de Vida (ICV) divulgou, com dados
do satélite NOAA-15, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que do começo do
ano até setembro Mato Grosso consagrou-se como o estado com maior número de focos de
calor do país (15.692), seguido de Tocantins (13.929) e Pará (12.210). No mesmo período de
2009, “apenas” 1692 focos de calor foram registrados no MT.
(Karina Miotto)
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