Em clima pacífico, representantes de vários países realizaram neste sábado protestos na cidade onde ocorre a 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A Marcha do Clima em Durban, em comemoração ao Global Action Day, pediu ação dos líderes políticos contra o aquecimento global. Esta semana começa a rodada decisiva para decidir sobre novas metas para a redução de gases de efeito estufa.
Policiais armados e camburões marcaram presença, mas eles não tiveram trabalho algum. Cantando e dançando, os protestantes só queriam mostrar o seu descontentamento sobre a demora das negociações para uma segunda fase do Protocolo de Quioto.
A caminhada começou no Jardim Botânico da cidade e seguiu até o ICC (International Convention Centre), onde alguns representantes discursaram pedindo uma ação efetiva dos países desenvolvidos na COP17.
Manifestação contra o uso de energia nuclear e da forma como alguns projetos de REDD+ desrespeitam os direitos indígenas, questionamentos sobre o futuro do planeta com um aumento de 2 graus celsius na temperatura, dificuldades com a agricultura enfrentadas pelas camponesas sul-africanas também marcaram a Marcha do Clima (veja galeria de fotos).
Nesta semana, ministros de todos os países chegam a Durban para decidir o futuro do Protocolo de Quioto. Eles têm até sexta-feira, 09, para definir se haverá uma segunda fase, quantos anos ela deveria ter, quais países terão metas obrigatórias de redução de gases estufa, além de questões ligadas ao Fundo Verde Clima (fonte de recursos, funcionamento e formação da equipe coordenadora).
LEIA A COBERTURA COMPLETA DA CONFERÊNCIA DA ONU SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS
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