Reportagens

O capricho do rio pode dar lugar ao capricho do homem

As corredeiras do Uruá, consideradas de rara beleza, poderão submergir por força da construção da hidrelétrica São Luiz do Tapajós

Marcio Isensee e Sá ·
11 de julho de 2013 · 9 anos atrás
Essas são as famosas Corredeiras do Uruá, formadas por uma barreira de pedras avermelhadas que cruza o rio Tapajós ao longo de toda sua largura, que, nesse ponto, chega perto de 3 km. Entre janeiro e março, quando o rio está cheio, elas ficam submersas. Aos poucos, o Tapajós baixa e as revela. Em outubro, no auge da seca, elas afloram ao máximo, formando uma barreira fragmentada que cruza o rio e faz suas águas darem um salto de 2 metros de altura. Caso a usina hidrelétrica São Luiz de Tapajós seja construída, um lago monótono tomará o lugar da visão das corredeiras. Elas ficarão debaixo d´água enquanto a barragem existir. A foto acima, de Marcio Isensee e Sá, foi feita no fim da tarde da quarta-feira, 10 de julho de 2013, em um ponto da margem exatamente à frente das corredeiras, dentro do Parque Nacional da Amazônia. Agradecemos a Manoel Pereira, técnico do ICMBio, que nos levou ao local ideal para ter essa experiência e produzir duas horas de fotos e vídeos. Foto: Marcio Isensee e Sá.

 

 

Leia também

Reportagens
19 de maio de 2022

Pesquisa questiona ocorrência de Mata Atlântica no Piauí

O estudo caracterizou flora e vegetação de florestas estacionais em municípios na área de abrangência da Lei da Mata Atlântica no Piauí e concluiu que não há espécies botânicas exclusivas do Bioma

Notícias
19 de maio de 2022

Em meio à ameaça da mineração, projeto prevê criação de parque na Serra do Curral

O projeto de lei nº 1.125/22 foi apresentado às comissões da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (17) pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) para garantir a proteção da serra mineira

Reportagens
18 de maio de 2022

Ocupação indígena no Parque Estadual Cunhambebe quer retomar posse do território

Indígenas estão acampados desde quinta (12) ao lado da sede do parque fluminense, em mobilização pela retomada do seu território ancestral

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Comentários 3

  1. Eu espero que os indígenas sejam assentados em terras degradadas do entorno, onde eles podem produzir suas roças à vontade. Infelizmente vimos muitas vezes o resultado da entrada de indígenas nas unidades de conservação do sul da Bahia e norte do Rio Grade do Sul, para no falar do litoral de São Paulo e Paraná. A extinção local dos animais de maior porte se segue rapidamente, assim como a venda de madeira. As unidades de conservação não são palco para solucionar os nosso grave problemas sociais.


  2. Israel Gomes da Silva diz:

    Se não tem apoio de partido político, quem está bancando a picanha e a bebida que a liderança está comendo todos os dias no Sahy Vilage Shopping, sendo solicitado apenas Notinhas da comida? Todos os dias um grupo de indígenas vão à praia e aí Shopping, mesmo no frio.


  3. Salvador Sá diz:

    Parabens ao Duda pela materia, me permite concluir que estamos diante de uma nova e muito grave ameaça ao q sobrou, grave pq faz uso de uma causa nobre, mas cheia de equivocos e que está enganando muita gente e não só os próprios índios. A materia fura o cerco de silencio feito pelo ambientalismo seletivo e chapa branca midiatico.