A pressão da siderurgia sobre o Pantanal sul-matogrossense parecem não ter fim. Durante fiscalizações do Ibama no Estado para identificação da origem do carvão vegetal usado nos fornos do Complexo Siderúrgico do MS, o órgão identificou que grandes empresas estão se beneficiando até do trabalho de assentamentos instalados na borda do Pantanal. Segundo técnicos do Ibama em Campo Grande, o desmatamento nestas áreas ocorre de duas formas: por meio do aluguel do lote para instalação de carvoarias ou com o corte feito pelos próprios carvoeiros. O aluguel mensal do lote é de cerca de 500 reais. O metro cúbico de carvão na região não sai por menos de 100 reais. Valores tentadores para uma população instalada em área sem vocação agrícola.
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