Em vez de dar apoio à implementação das dezenas de unidades de conservação estaduais que hoje estão à míngua em Mato Grosso, o deputado José Riva (PP/MT) resolveu inventar seu próprio sistema de gestão, o “Sistema de Unidades de Proteção Chico Mendes”. É uma tentativa no mínimo atrapalhada de livrar seu estado da vilania ambiental, numa confusão de nomenclaturas que, na prática, mais se assemelha à proposta de um mosaico no noroeste do Mato Grosso com 2.7 milhões de hectares. Mas os propósitos nada têm a ver com a conservação da natureza. De acordo com o projeto de lei, que o parlamentar faz questão de não disponibilizar na internet, entre os objetivos figura a regularização das reservas legais do estado, como se uma eventual compensação pudesse ser feita numa área isolada, em diferente bacia hidrográfica. Essa gigantesca área serviria ainda ao manejo florestal sustentável, “utilização de reservas extrativistas” e turismo. Em seus discursos, no entanto, Riva deixa claro que quer impedir a invasão de terras de rondonienses que cruzam a divisa dos estados.
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