O governo apresentou ontem as contas de janeiro a outubro do combate à criminalidade ambiental. Números soltos podem não dizerm muita coisa, mas as multas no período somaram R$ 1,4 bilhão. Desse total, R$ 1,3 bilhão só na Amazônia Legal. Na região também foram apreendidos 81,2 mil metros cúbicos de madeira em toras, 71,1 mil metros cúbicos de madeira serrada. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, de 675 serrarias fiscalizadas, 191 foram embargadas. Já a Polícia Federal informou que 72 prisões por crimes ambientais foram realizadas em 2006, 1.830 em 2008 e 1.143 este ano. Rondônia, Mato Grosso e Pará seguem na liderança do desmatamento da Amazônia.
Sempre afeito a promessas, Carlos Minc disse que ampliar o combate à ilegalidade depende ainda da criação de um fundo interministerial para financiar pessoal e equipamentos, do envolvimento de polícias estaduais e da efetivação de “mecanismos” como o Fundo de Participação dos Estados (FPE Verde), que premia ações de conservação ambiental.
Outras medidas aventadas pelo governo são a criação de um portal do Sipam com informações para facilitar a identificação do transporte de madeiras, R$ 100 milhões para compra de aeronaves e um centro de “formação aeroflorestal”, em Mato Grosso.
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