
O estado tem 323 cavernas cadastradas pelo Cecav/ICMBio, em média com trezentos metros. O tamnho de Trapiá é mais de três vezes superior ao da segunda no ranking estadual, com 730 metros, e ultrapassa o de uma das maiores grutas do Nordeste, a Ubajara, no Parque Nacional de Ubajara (CE), com 2.200 metros.
Segundo pesquisadores da Universidade de São Paulo, a caverna descoberta em 2003 é a maior do Brasil em rochas formadas entre 144 e 65 milhões de anos atrás. Em seu interior há grande quantidade de fósseis de animais pré-históricos, como preguiças gigantes. A exploração também revelou “espeleotemas” incomuns, como helictites, velas e as primeiras flores de gipsita em cavernas do Rio Grande do Norte.
A quase quatrocentos quilômetros de Natal, a caverna fica em uma área com baixa ocupação humana e praticamente sem atividades produtivas. Por enquanto, não há ameaças, diz o governo.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Pantanal brasileiro perdeu cerca de 80% da água superficial em 40 anos, aponta pesquisa
Estudo inédito mostra que o bioma sofreu uma redução de cerca de 80% da água superficial desde 1985, comprometendo a biodiversidade e serviços ecossistêmicos essenciais →
Pesquisadora especialista em tamanduás morre em acidente aéreo no Pantanal
A alemã Lydia Möcklinghoff se dedicava há mais de 20 anos ao estudo do tamanduá-bandeira no Pantanal. Ela e o piloto morreram com queda de avião em Campo Grande →
Encontro com os Encantados de Olivença, na Bahia
O que começou como um passeio de bicicleta até Olivença terminou em uma imersão na cultura Tupinambá, entre arte, território, ancestralidade e luta por reconhecimento →

