
Para levantar as informações, entrevistou 116 desses tradicionais habitantes da Mata Atlântica litorânea, no caso no Sudeste, para registrar os hábitos de caça e os usos dos animais. Ao todo, ela verificou que os recursos naturais aproveitados pelos caiçaras ultrapassam 300 espécies de plantas e animais. No relato, por exemplo, o caramujo-do-mato é tostado, triturado e servido para depurar o sangue. Segundo a pesquisadora, a abertura de estradas, o uso de barcos motorizados e as restrições da lei tornam a caça uma atividade cada vez mais esporádica.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
O papel das pessoas na recuperação de um rio
A transformação do Córrego Tiquatira de esgoto a céu aberto a parque, repleto de gente e atividades revela um componente essencial: o pertenciment →
STF valida redução de área protegida no Pará para abrir caminho à Ferrogrão
Supremo considera constitucional mudança nos limites do Parque Nacional do Jamanxim, em decisão que favorece projeto ferroviário alvo de críticas socioambientais →
Arborização urbana esbarra na falta de continuidade das prefeituras
Metas e dispositivos legais existem, mas a falta de coordenação, orçamento próprio e problemas de gestão figuram como grandes empecilhos →


