
Estatísticas de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (FURG/RS) e do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental mostram que Várias centenas ou, algumas vezes, mais de mil toninhas morrem todos os anos enroladas em redes de pesca no litoral gaúcho. O pequeno golfinho típico do Atlântico Sul é possivelmente o cetáceo mais afetado pela pesca no globo. Isso ocorre porque a espécie precisa subir até a superfície para respirar, quando se prende em redes e acaba morrendo sufocada. Este ano, com apoio da Fundação O Boticário, o time avalia onde a pesca coincide com áreas de maior ocorrência do mamífero. A idéia é propor restrições às pescarias nesses locais, em conjunto com pescadores, indústria, governo e instituições não-governamentais. Conforme especialistas da Furg, a queda nos estoques pesqueiros no Sul aumentou o tamanho das redes, prejudicando ainda mais as toninhas, principalmente entre novembro e fevereiro. As redes usadas na “pesca de emalhe” têm cerca de 20 quilômetros, mas algumas podem chegar a mais de 30 quilômetros.
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