Os 113 países signatários da Convenção para Conservação de Espécies Migratórias (CMS) das Nações Unidas assinaram um acordo proibindo a caça, pesca e/ou abate de sete espécies de tubarões considerados ameaçados de extinção. Estes são o grande tubarão branco Carcharodon carcharias (conhecido como “o majestoso” pelos mergulhadores), o tubarão-baleia Rhincodon typus, o tubarão-peregrino Cetorhinus maximus, o cação-de-espinho Squalus acanthias, o anequim Isurus oxyrinchus e o anequim-toninha Isurus paucus.
A IUCN lista 32 espécies de tubarões e raias como ameaçados de extinção, resultado da sobrepesca que tem dizimado os oceanos nas últimas duas décadas. O Brasil não é signatário da CMS, embora nossa frota pesqueira mate números significativos de ambas as espécies de anequins. Nossos pescadores também levaram outras espécies, como o cação-quati, várias espécies de cação-anjo e o viola à beira da extinção. Estas espécies seriam melhor protegidas por zonas de exclusão de pesca, como as há muito propostas para o litoral do Rio Grande do Sul.
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