Três relises distribuídos hoje pelo governo indicam a voracidade do setor agropecuário em devorar ainda mais espaços no país. Conforme avaliação do Ministério da Agricultura, a produção de soja, óleo de soja, carne de frango, açúcar, etanol, algodão e celulose têm enorme pontencial para crescimento na próxima década. De forma geral, a produção de grãos e carnes pode crescer 37% no período, com base em ganhos de produtividade, ou seja, mais acréscimo na produção do que de na área plantada, aposta o órgão oficial.
Mas por exemplo, no Mato Grosso, tradicional líder em perdas de florestas amazônicas e de Cerrado, a produção de milho e soja deverá crescer 94,3% e 55,6%, respectivamente. Na safra 2008/2009, o cultivo de milho no estado foi de 8, 08 milhões de toneladas e passará, até 2020, para 17,7 milhões de toneladas. A soja sairá de 17,9 milhões de toneladas para 27, 9 milhões de toneladas. Enquanto a área com soja deverá ocupar mais 2,46 milhões de hectares, quase metade da expansão do cultivo da commodity no Brasil, que deverá crescer cinco milhões de hectares em dez anos.
As projeções regionais para aumento de produção e de área plantada também indicam: o arroz no Rio Grande do Sul; milho em Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais; soja em Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná; trigo, no Paraná e Rio Grande do Sul; e cana-de-açúcar em São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.
A produção de carnes (boi, porco, frango) também não fica devendo nos cálculos governistas, que apontam um suprimento de 44,5% do mercado mundial com o item brasileiro até o fim da próxima década.
Os embarques de etanol têm estimativa de crescimento de 222,9%, passando de 4,6 bilhões de litros, na safra 2008/2009, para 15,1 bilhões de litros, no período 2019/2020. Também devem apresentar expressivo aumento nas exportações de algodão (91,6%), leite (84,3%), carne bovina (82,8%), milho (80,3%), carne de frango (71,5%) e óleo de soja (52,8 %).
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