Em mais uma prova de que nem todos são iguais perante a lei, especialmente a ambiental, o Ibama devolveu peças de artesanato feitas com partes de animais selvagens apreendidas em duas lojas de Canarana (MT) durante a Operação Moda Triste. Mais de cem índios reunidos na câmara municipal, incluindo trinta caciques, foram suficientes para intimidar os representantes do órgão. A batata quente caiu na mão de “instâncias superiores”, que resolverão se a multa de 13 mil reais será paga ou não.
Não é a primeira vez que há problemas entre índios desejosos de entrar na economia de mercado comercializando partes de animais silvestres e a fiscalização do Ibama. Parecia que havia consenso de que a comercialização de artesanato com partes de animais não é permitida, como disposto na Lei de Crimes Ambientais. Deixando de lado a duvidosa sustentabilidade deste tipo de artesanato, sem falar no gosto duvidoso de pendurar pedaços de animais mortos na sala de visitas, o acontecido em Canarana mostra que não são apenas os poderosos de sempre que conseguem dobrar a fiscalização ambiental.
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