Salada Verde

Rio estuda prevenção de acidentes com petróleo

Vazamento em plataforma no Golfo do México leva órgãos ambientais a pensar em plano de prevenção de riscos no Brasil. 

Salada Verde ·
8 de maio de 2010 · 12 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

Ministra do Meio Ambiente Isabela Teixeira: novas tecnologias para o combate aos vazamentos serão estudadas (foto Agência Brasil)
Ministra do Meio Ambiente Isabela Teixeira: novas tecnologias para o combate aos vazamentos serão estudadas (foto Agência Brasil)

Rio de Janeiro – No dia 22 de abril, uma plataforma de petróleo do grupo britânico BP afundou no Golfo do México e causou um dos piores desastres ambientais da história. Agora, os reflexos deste acidente começam a ser sentidos a milhares de quilômetros, mais especificamente no Rio de Janeiro.

A contaminação, é claro, não chegou até a orla Fluminense. Mas, nesta sexta-feira, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, se reuniu com a secretária de Estado do Ambiente (SEA), Marilene Ramos, e especialistas da Petrobrás, Matrinhas, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Ibama, para tentar reduzir os riscos de que algo semelhante aconteça em território nacional.

Com os planos mirabolantes de se extrair petróleo do pré-sal a qualquer custo a possibilidade de um acidente não é remota. Para lidar com o assunto foram formados cinco grupos de trabalho para mapear os eventuais riscos nas plataformas petrolíferas do país e fazer todo o esforço de prevenção. Além disso, o plano nacional de contingência deve ser consolidado, junto com a formação de um gabinete de crise.

“Vamos também aperfeiçoar a troca de informações entre os órgãos ambientais para estabelecer critérios para a prevenção de acidentes e vamos também estudar a viabilidade de regulamentar o uso de novas tecnologias no combate ao vazamento como a queima do óleo e o uso de dispersantes. No Brasil, não há regulamentação para o uso dessas técnicas e pretendemos estudar essa possibilidade”, disse Teixeira, em nota oficial da assessoria de imprensa da SEA.

O deputado Ibsen Pinheiro, que propôs uma emenda para distribuir os royalties do petróleo, não foi esquecido. De acordo com Marilene Ramos, embora a indústria em questão “opere em condições de segurança”, o risco sempre vai existir. Por isto, o Rio de Janeiro não pode abrir mão de 7 bilhões de reais por ano. Nos próximos 30 dias, um novo encontro será agendado, desta vez com a participação dos outros estados costeiros produtores do óleo. (Felipe Lobo)

Leia também

Notícias
26 de novembro de 2021

Informação obtida via LAI revela que MCTI recebeu dados do desmatamento em 1º de novembro

Ministro Marcos Pontes disse que dados não foram publicados antes da Conferência do Clima porque ele estava de férias. Agenda oficial registra férias entre 8 e 19 de novembro

Notícias
26 de novembro de 2021

Jornalismo digital brasileiro se une em campanha de financiamento

Ação reúne 26 organizações com objetivo de arrecadar doações para fortalecimento do jornalismo digital de qualidade

Reportagens
26 de novembro de 2021

MPF pede anulação da Licença de Instalação do Linhão Tucuruí na terra Waimiri Atroari

Ação aponta que União e a Transnorte agem ilegalmente no licenciamento da obra. Autossuficientes em energia elétrica, os Waimiri Atroari são contra o empreendimento e sentem “a floresta sangrar”

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta